Porsche 911 S 2.2 Targa 1970: motor 2.2, 180 cv e alma de clássico
Com motor boxer de seis cilindros, 2,2 litros, 180 cv, 1.020 kg, 230 km/h e carroceria Targa com teto removível, o 911 S 2.2 de 1970 marcou uma fase decisiva da primeira geração do esportivo.

O Porsche 911 S 2.2 Targa 1970 pertence a uma fase em que o 911 ainda era compacto, leve e muito próximo da fórmula original que transformou o modelo em referência. A versão S reunia o motor mais forte da família, componentes específicos de chassi e freios, enquanto a carroceria Targa acrescentava uma solução própria para dirigir com o teto removível sem abandonar a estrutura visual do 911.
A Porsche ampliou o motor boxer de seis cilindros para 2,2 litrosno ano-modelo 1970. A mudança não foi apenas numérica: a marca buscava mais elasticidade, funcionamento mais suave e potência superior. No 911 S, o conjunto entregava 132 kW, equivalentes a 180 cv, com injeção no coletor de admissão e pistões forjados.
O Targa completava esse pacote com uma leitura diferente do 911. Não era cupê, não era cabriolet convencional e não seguia a ideia de um simples hardtop. A Porsche o definiu como “safety cabriolet”, uma carroceria com barra de proteção fixa em aço e teto dobrável removível.




A versão S era o ponto mais forte da família 2.2
A letra S tinha peso técnico dentro da linha 911. A ficha oficial da Porsche coloca essa versão acima do 911 E e do 911 T: eram 180 cv no S, contra155 cv no E e 125 cv no T. Em um carro de1.020 kg, essa diferença mudava o caráter do conjunto.
O desempenho reforçava o posicionamento. O 911 S 2.2 Targa acelerava de0 a 100 km/h em 7,5 segundos e chegava a230 km/h. Eram números de esportivo sério para o início dos anos 1970, ainda mais em uma configuração Targa, com teto removível e barra de proteção.
A Porsche também diferenciava a versão S em componentes fundamentais. O modelo recebia barra estabilizadora traseira e discos de freio ventilados internamente. Os cárteres dos motores 911 da época eram fundidos em magnésio para ajudar na redução de peso.





O Targa se tornou uma resposta da Porsche ao medo de perder o carro aberto
A origem do Targa está ligada ao contexto regulatório dos Estados Unidos nos anos 1960. Com regras de segurança mais rígidas no horizonte, a Porsche precisava preservar a experiência de condução com teto removível sem criar um conversível convencional. A solução foi uma carroceria própria, com barra estrutural aparente.
O primeiro 911 Targa havia sido apresentado cinco anos antes do modelo de 1970. No começo da década seguinte, a configuração já tinha força comercial dentro da linha. Segundo a Porsche, em 1970 o Targa respondia por quase um terço da produção do 911 em Zuffenhausen.
Esse dado ajuda a separar o 911 S 2.2 Targa de uma curiosidade de catálogo. Ele era parte relevante da produção, com identidade própria e aceitação real entre os compradores. A barra de segurança não ficou escondida: se tornou assinatura visual, marcando o perfil do carro e deixando claro que a solução técnica fazia parte do desenho.






Um 911 de linhas limpas antes da era dos excessos
O 911 S 2.2 Targa mostra uma Porsche ainda enxuta no desenho. A carroceria tem proporções compactas, frente baixa, traseira curta e para-lamas discretos. Não há asa exagerada, tomada de ar dramática ou largura excessiva. A presença vem da forma, da postura e do equilíbrio entre simplicidade visual e engenharia.
O teto removível e a barra de proteção mudam a leitura do carro sem quebrar a silhueta do 911. O vidro traseiro envolvente preserva a continuidade da carroceria, enquanto a área aberta da cabine dá ao Targa uma personalidade que não depende de ornamentos. É uma solução funcional que acabou criando estilo.
Essa é a força do modelo dentro da história da Porsche. O 911 S 2.2 Targa não tenta parecer mais radical do que é. Ele mostra uma fase em que desempenho, leveza, desenho limpo e solução técnica caminhavam juntos.



Ficha técnica do Porsche 911 S 2.2 Targa 1970
Os dados abaixo seguem a ficha oficial da Porsche para o 911 S 2.2 Targa. Quando a informação é de contexto histórico da própria marca, ela aparece separada dos números técnicos do carro.
Ficha técnica oficial
Porsche 911 S 2.2 Targa
Dados centrais de Porsche 911 S 2.2 Targa 1970: motor 2.2, 180 cv e alma de clássico, incluindo identidade, motor, dimensões, chassi, desempenho e legado.
Identidade
01Modelo
Porsche 911 S 2.2 Targa
Ano-modelo
1970
Geração
Porsche 911 original
Versão
911 S, configuração mais potente da família 911 2.2 naquele período
Carroceria
Targa, com barra de segurança em aço e teto dobrável removível
Motor e desempenho
02Conceito da carroceria
“Safety cabriolet”, definição usada pela Porsche para o Targa
Motor
Boxer de seis cilindros
Cilindrada
2.195 cc
Potência
132 kW, equivalente a 180 PS/cv
Alimentação
Injeção no coletor de admissão
Chassi e dimensões
03Componentes do motor
Pistões forjados
Construção do cárter
Magnésio, usado nos motores 911 da época para redução de peso
0 a 100 km/h
7,5 segundos
Velocidade máxima
230 km/h
Peso
1.020 kg
Legado
04Freios
Discos de freio ventilados internamente na versão S
Chassi
Barra estabilizadora traseira exclusiva da versão S
Comparativo na linha 911
911 S com 180 PS/cv; 911 E com 155 PS/cv; 911 T com 125 PS/cv
Contexto histórico
Em 1970, o Targa representava quase um terço da produção do 911 em Zuffenhausen






O valor histórico está no equilíbrio
O Porsche 911 S 2.2 Targa 1970 não chama atenção por um único detalhe isolado. Sua força vem da combinação entre uma carroceria incomum, um motor mais forte, peso baixo e soluções técnicas que separavam a versão S das demais configurações da linha.
O carro também mostra uma Porsche ainda muito direta em suas escolhas. A marca queria manter a experiência de condução com teto removível, preservar segurança estrutural e não descaracterizar o 911. O Targa nasceu dessa equação e, no caso do 911 S 2.2, encontrou uma das suas expressões mais marcantes da primeira geração.
Hoje, o modelo funciona como um retrato de uma época em que o 911 ainda era pequeno no tamanho, mas já enorme em identidade. Motor traseiro, construção leve, desenho limpo, 230 km/h e teto removível formam um conjunto que mostra como o Targa segue como uma das carrocerias mais reconhecidas da história da Porsche.
Opinião AutoHub
O 911 S Targa equilibra liberdade e precisão
O teto removível não tira o foco do carro: motor 2.2, baixo peso e carroceria Targa criam um 911 aberto com substância esportiva.
motor
2.2 de 180 cv
O seis-cilindros entrega resposta viva e reforça a fase em que o 911 ainda era leve e muito comunicativo.
carroceria
Targa funcional
A solução do arco fixo preserva parte da rigidez e cria uma identidade visual própria dentro da família 911.
sensação
Leve e direto
O charme está em combinar ar livre, peso contido e precisão mecânica sem exageros.
Perguntas frequentes
Qual é o lugar de Porsche 911 S 2.2 Targa 1970: motor 2.2, 180 cv e alma de clássico entre os carros antigos?+
O modelo combina relevância histórica, soluções técnicas e presença cultural suficiente para seguir lembrado entre os clássicos.
Quais dados técnicos ajudam a entender o modelo?+
Identidade, motor, desempenho, chassi, produção e legado ajudam a ler o projeto com clareza, preservando lacunas quando a fonte pública não crava um número.
As imagens e dados usam fontes oficiais?+
A checagem usa Porsche Newsroom e Porsche Museum para conceito Targa, motor 2.2, preservação e linhagem 911.
Fontes consultadas
A ficha do 911 S 2.2 Targa combina Porsche Newsroom e Porsche Museum para conceito Targa, motor 2.2 e preservação da linhagem 911.
Porsche Newsroom
Newsroom usado para história do Porsche Targa, contexto da linhagem 911 e materiais da marca.
https://newsroom.porsche.com/en.htmlPorsche Museum
Museu Porsche usado para preservação, acervo histórico e leitura museológica dos modelos 911.
https://www.porsche.com/international/aboutporsche/porschemuseum/