Marcas chinesas preparam entrada na América do Norte a partir de 2026
BYD, Chery e Geely lideram ofensiva para vender carros no Canadá, impulsionadas por novo acordo comercial que facilita a entrada de veículos elétricos produzidos na China.
O avanço das montadoras chinesas no mercado global está prestes a ganhar um novo capítulo. Empresas como BYD, Chery e Geely já estão se preparando para entrar oficialmente no mercado da North America, começando pelo Canada.
A expectativa é que os primeiros lançamentos aconteçam a partir de 2026, marcando uma nova fase na expansão internacional das fabricantes chinesas, que vêm ganhando espaço em diversas regiões do mundo.
Canadá abre as portas para carros elétricos chineses
No início deste ano, o Canadá firmou um novo acordo comercial com a China que reduziu as tarifas sobre veículos elétricos produzidos no país asiático.
Pelo acordo, até 49 mil carros elétricos fabricados na China poderão entrar no mercado canadense pagando apenas a tarifa padrão de “nação mais favorecida”, o que torna o ambiente muito mais favorável para a chegada dessas marcas.
A decisão, no entanto, gerou críticas. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump criticou o acordo e chegou a sugerir que os United States poderiam aplicar tarifas mais altas caso veículos chineses tentem entrar no país através do Canadá.
Mesmo com as tensões políticas, Ottawa e Pequim seguem avançando com o plano, e as montadoras chinesas já começaram a organizar sua chegada.
BYD, Chery e Geely lideram a expansão
Segundo a publicação Automotive News Canada, pelo menos três grandes fabricantes chinesas pretendem lançar operações no Canadá até 2026.
A BYD é uma das mais avançadas nesse processo. A empresa já tinha planos de entrar no país em 2024, mas acabou adiando a estratégia devido às tarifas existentes na época. Agora, com o novo acordo comercial, esses planos voltaram à mesa.
A Chery também prepara uma ofensiva robusta. Registros de marca indicam que a empresa pretende levar ao país diversas submarcas, incluindo:
- Exeed
- Jaecoo
- Omoda
- Luxeed
- Lepas
- iCar
Muitas dessas marcas já estão em expansão em outros mercados internacionais.
Já a Geely possui uma vantagem estratégica: a empresa já está presente no Canadá por meio das marcas Volvo e Polestar. Recentemente, a montadora registrou também a marca Zeekr no país, o que pode indicar que a divisão premium elétrica da empresa também será lançada por lá.
Estrutura de vendas ainda está sendo montada
Antes que os carros cheguem às ruas, essas montadoras ainda precisam passar por processos regulatórios e certificações no Canadá, além de estruturar suas redes de venda.
A expectativa é que a maioria delas utilize grandes grupos de concessionárias já estabelecidos, em vez de adotar o modelo de venda direta ao consumidor.
A BYD parece priorizar parcerias com grandes redes de concessionárias, enquanto Chery e Geely também demonstram interesse em trabalhar com revendedores menores.
Outras marcas chinesas também estão de olho
Mesmo que BYD, Chery e Geely sejam as primeiras a chegar, elas provavelmente não serão as únicas. Outras fabricantes chinesas também analisam a possibilidade de entrar no Canadá, como:
- Great Wall Motor
- SAIC Motor, possivelmente com a marca MG
Além delas, novas empresas focadas em veículos elétricos também podem expandir para o país, como XPeng e NIO, que vêm ampliando rapidamente sua presença global.
Conclusão
A possível chegada de várias montadoras chinesas ao Canadá marca um momento importante na transformação do mercado automotivo global. Com preços competitivos, forte investimento em tecnologia e foco em veículos elétricos, essas marcas podem aumentar significativamente a concorrência no mercado norte-americano.
No entanto, entrar em um novo mercado não é simples. Além dos desafios regulatórios, as fabricantes ainda precisam conquistar confiança do consumidor, estrutura de vendas e reconhecimento de marca.
Se a estratégia funcionar, o Canadá pode se tornar a principal porta de entrada das montadoras chinesas na América do Norte, abrindo caminho para uma expansão ainda maior nos próximos anos.