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Elétricos|Por Redação AutoHub|Publicado em |Atualizado em

Mercedes-AMG GT elétrico chega com 1.153 cv e recarga de 10% a 80% em 11 minutos

Novo sedã elétrico de quatro portas estreia motores de fluxo axial, bateria com silício e carregamento de até 600 kW.

Mercedes-AMG GT elétrico de quatro portas em imagem oficial de capa
Imagem: Mercedes Divulgação

A Mercedes-Benz apresentou o novoAMG GT elétrico de quatro portas, um sedã de alto desempenho que chega como vitrine tecnológica da próxima geração de veículos elétricos da marca.

O modelo chama atenção por números impressionantes: até 1.153 cv, aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 2,3 segundos, bateria de106 kWh e recarga ultrarrápida capaz de levar a carga de10% a 80% em aproximadamente 11 minutos.

Mais do que um novo esportivo elétrico, o AMG GT mostra uma tentativa clara da Mercedes de reposicionar sua estratégia na eletrificação. Depois da recepção mais discreta dos primeiros modelos da linha EQ, a marca aposta agora em carros visualmente mais convencionais, mas com tecnologia muito mais agressiva.

1.153 cv
potência máxima
2,3 s
0 a 100 km/h estimado
600 kW
recarga rápida máxima
11 min
de 10% a 80%

Placar do Mercedes-AMG GT elétrico

Categoria

Sedã elétrico de alto desempenho

Versão topo

AMG GT 63

Potência máxima

1.153 cv

Torque máximo

200,7 kgfm

0 a 100 km/h

Cerca de 2,3 segundos

Motores elétricos

3 motores na versão GT 63

Tipo de motor

Fluxo axial

Bateria

106 kWh

Autonomia estimada

Cerca de 700 km WLTP

Recarga máxima

Até 600 kW

Tempo de recarga

10% a 80% em aproximadamente 11 minutos

Versão GT 55

805 cv

Mercedes-AMG GT elétrico em imagem lateral de divulgação
Imagem: Mercedes Divulgação

Motor de fluxo axial é o grande diferencial

O principal destaque técnico do novo AMG GT elétrico está no uso demotores de fluxo axial, uma solução ainda rara em veículos elétricos de produção.

A tecnologia vem da YASA, empresa britânica especializada em motores elétricos adquirida pela Mercedes-Benz em 2021. Diferente dos motores elétricos mais comuns, que costumam ter formato cilíndrico, os motores de fluxo axial têm aparência mais próxima de discos.

Essa construção permite um conjunto mais compacto, mais leve e com maior densidade de potência. Segundo a Mercedes-Benz, o motor é 67% mais leve e67% mais curto do que unidades elétricas convencionais. Na prática, isso ajuda a entregar mais desempenho ocupando menos espaço e adicionando menos peso ao veículo.

Mercedes-AMG GT elétrico visto em ângulo dianteiro
Imagem: Mercedes Divulgação
Mercedes-AMG GT elétrico em imagem de estúdio
Imagem: Mercedes Divulgação

GT 63 terá três motores e mais de 1.100 cv

Na versão topo de linha AMG GT 63, o sedã utiliza três motores elétricos. São dois motores no eixo traseiro e um motor no eixo dianteiro.

O conjunto entrega 1.153 cv e 200,7 kgfm de torque, números que colocam o modelo em território de hipercarros elétricos. Já a versãoAMG GT 55 terá 805 cv, mantendo proposta de alto desempenho, mas com posicionamento abaixo da configuração mais extrema.

Versão

Potência

Configuração

AMG GT 55 elétrico

805 cv

Versão de entrada de alto desempenho

AMG GT 63 elétrico

1.153 cv

Três motores elétricos

AMG GT 63 elétrico

200,7 kgfm

Torque máximo combinado

Bateria com silício mira mais eficiência

A bateria também é uma das grandes novidades do novo AMG GT elétrico. O pacote tem106 kWh e utiliza células cilíndricas com sistema avançado de resfriamento.

O ponto mais importante está no ânodo enriquecido com silício. Hoje, grande parte das baterias de íons de lítio usa predominantemente grafite nessa região da célula. Ao incorporar silício, é possível aumentar a densidade energética, permitindo mais autonomia sem exigir baterias muito maiores ou mais pesadas.

A Mercedes fala em cerca de 700 km de autonomia no ciclo europeu WLTP, número relevante para um carro com proposta de desempenho extremo.

Detalhe do Mercedes-AMG GT elétrico em imagem oficial
Imagem: Mercedes Divulgação
Mercedes-AMG GT elétrico em perfil aerodinâmico
Imagem: Mercedes Divulgação

Recarga de 600 kW impressiona, mas ainda está longe da realidade brasileira

Outro número que chama atenção é a potência máxima de carregamento. O novo AMG GT elétrico suporta até 600 kW em corrente contínua, um patamar ainda raro mesmo em mercados mais desenvolvidos.

Segundo a Mercedes-Benz, isso permite recarregar a bateria de 10% a 80% em aproximadamente11 minutos. É um tempo que começa a aproximar a experiência do elétrico da lógica de abastecimento dos carros a combustão.

No Brasil, porém, esse potencial ainda está distante da realidade. A infraestrutura de carregamento ultrarrápido no país normalmente trabalha em potências muito inferiores, geralmente entre 60 kW e 180 kW.

Isso significa que, mesmo que um carro com essa capacidade chegasse ao mercado brasileiro, ele dependeria de uma rede muito mais avançada para aproveitar todo o potencial da recarga de 600 kW.

Tabela técnica do Mercedes-AMG GT elétrico

Modelo

Mercedes-AMG GT elétrico de quatro portas

Tipo

Sedã elétrico esportivo

Plataforma

Nova geração elétrica da Mercedes-AMG

Motor

Fluxo axial

Fornecedor da tecnologia

YASA

Bateria

106 kWh

Química / destaque

Ânodo enriquecido com silício

Autonomia

Cerca de 700 km WLTP

Recarga rápida

Até 600 kW

Tempo de recarga

10% a 80% em cerca de 11 minutos

Potência máxima

1.153 cv

Torque máximo

200,7 kgfm

Aceleração

0 a 100 km/h em cerca de 2,3 segundos

Cabine do Mercedes-AMG GT elétrico com telas digitais
Imagem: Mercedes Divulgação
Interior do Mercedes-AMG GT elétrico em imagem de divulgação
Imagem: Mercedes Divulgação

A nova disputa entre potência, recarga e repetibilidade

O novo AMG GT elétrico não é apenas mais um esportivo de nicho. Ele funciona como uma demonstração do caminho que a Mercedes-Benz pretende seguir nos próximos anos.

A marca percebeu que apenas criar elétricos com visual muito diferente e foco exclusivo em eficiência não seria suficiente para conquistar todos os públicos. Agora, a estratégia parece ser unir design mais familiar, alto desempenho, baterias mais avançadas e recarga muito mais rápida.

Esse reposicionamento também acontece em um momento de pressão crescente. Marcas chinesas avançam rapidamente em tecnologia, autonomia e preço, enquanto fabricantes tradicionais precisam provar que ainda conseguem liderar em engenharia e desejo de marca.

O impacto no mercado de elétricos de luxo

O AMG GT elétrico mostra que a briga entre sedãs elétricos premium está subindo de nível. Não basta ter grande autonomia. Também será necessário oferecer carregamento mais rápido, desempenho extremo, software avançado e uma experiência de condução compatível com o preço de um carro de luxo.

Nesse cenário, o novo Mercedes-AMG GT tenta se colocar como vitrine técnica da marca. Ele não busca apenas competir com outros elétricos premium. Ele tenta mostrar que a Mercedes ainda consegue criar referência em performance dentro da nova era elétrica.

Mercedes-AMG GT elétrico em vista traseira
Imagem: Mercedes Divulgação

O que esperar daqui para frente

O lançamento do AMG GT elétrico indica que a Mercedes-Benz está entrando em uma fase mais agressiva na eletrificação. A combinação de motores de fluxo axial, bateria com silício e recarga de até 600 kW pode aparecer futuramente em outros modelos de alto desempenho da marca.

Para o consumidor, o recado é claro: os elétricos premium dos próximos anos serão cada vez mais rápidos, mais eficientes e menos dependentes de longos tempos de recarga.

O desafio, especialmente em mercados como o Brasil, será acompanhar essa evolução com uma infraestrutura de carregamento compatível.

Ficha técnica

Mercedes-AMG GT 4-Door elétrico

Dados separados por função, ciclo de homologação e grau de confirmação.

Propulsão

01

Plataforma

AMG.EA

Motores

Três de fluxo axial

Potência

Até 850 kW (1.153 cv)

Desempenho

02

Tração

Integral elétrica

0 a 100 km/h

Cerca de 2 segundos

Carroceria

GT de quatro portas

Bateria

03

Arquitetura

800 V

Pico DC

Até 600 kW

10% a 80%

Cerca de 11 minutos

Limites

04

600 kW

Infraestrutura ainda rara

Brasil

Rede atual abaixo do pico

Lançamento local

Não confirmado

Opinião AutoHub

A AMG só vence essa transição se potência tiver resistência

Um GT elétrico precisa repetir desempenho, controlar temperatura e preservar conforto em longas distâncias.

Motor

Fluxo axial muda o pacote

Alta densidade permite motores menores, mas refrigeração define desempenho contínuo.

Bateria

Recarga é performance

A curva completa importa mais que o pico isolado de 600 kW.

Identidade

AMG além do ruído

Direção, freio e equilíbrio terão de carregar a personalidade antes ligada ao V8.

Perguntas frequentes

Quantos cavalos tem o AMG GT elétrico?+

A configuração de topo foi divulgada com até 850 kW, aproximadamente 1.153 cv.

Ele recarrega em 11 minutos?+

A estimativa de 10% a 80% depende de estação de 600 kW e condições ideais.

O que é motor de fluxo axial?+

É um motor com fluxo magnético paralelo ao eixo, compacto e com alta densidade de potência.

Está confirmado para o Brasil?+

Não há confirmação de lançamento brasileiro.

Fontes consultadas

Os números, o contexto e os limites da apuração foram conferidos nas referências específicas abaixo.

Mercedes-Benz - Concept AMG GT XX

Explica AMG.EA, motores de fluxo axial e estratégia de bateria e recarga que antecedeu o modelo.

https://static.media.mercedes-benz.com/public/documents/58/58012849/PI_CONCEPT_AMG_GT_XX_REDEFINES_PERFORMANCE_ENG_1.pdf

Mercedes-Benz Group - produção dos motores de fluxo axial

Comunicado corporativo usado para conferir os três motores, sua distribuição entre os eixos e os dados oficiais de aceleração e velocidade do AMG GT 4-Door Coupé elétrico.

https://group.mercedes-benz.com/company/production/news/axial-flux-motor-berlin.html