Ponte do Fandango chega a 90% de reabilitação no RS
Obra do DNIT na BR-153/RS avança sobre o Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, com investimento de cerca de R$ 78 milhões, reforço estrutural, elevação da ponte e previsão de entrega para julho.
A Ponte do Fandango, localizada na BR-153/RS, em Cachoeira do Sul, chegou a 90% de execução nas obras de reabilitação conduzidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A estrutura cruza o Rio Jacuí e tem papel estratégico para a circulação regional e para o transporte de cargas no Rio Grande do Sul.
A intervenção envolve cerca de R$ 78 milhões e integra o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas, o PROARTE. O objetivo é restaurar a ponte, reforçar sua capacidade estrutural, adequar a obra às normas atuais e ampliar sua durabilidade diante das demandas presentes e futuras do tráfego.
O avanço é relevante porque a Ponte do Fandango não funciona apenas como uma travessia local. Ela conecta regiões produtivas, ajuda no deslocamento entre áreas do estado e integra um corredor usado para escoamento de grãos, insumos e outros produtos. Também compõe uma ligação importante entre a BR-290/RS e a RS-287/RS, rodovias que cruzam o Rio Grande do Sul de leste a oeste.
Entre as etapas mais importantes já concluídas está o içamento da estrutura metálica. A ponte foi elevada em 3,14 metros, medida adotada para aumentar a segurança da travessia e reduzir o risco de novas interrupções de tráfego em eventos extremos no Rio Jacuí.
Por que a obra é estratégica para Cachoeira do Sul
A Ponte do Fandango é um elo logístico importante para Cachoeira do Sul e para outras regiões do Rio Grande do Sul. A travessia ajuda a ligar a Região Central e o Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do estado, além de integrar rotas de acesso ao Porto de Rio Grande.
Esse papel torna a obra mais sensível do que uma simples recuperação estrutural. Quando uma ponte desse porte opera com restrições, o impacto aparece no deslocamento de moradores, no transporte de cargas, no custo logístico e na previsibilidade das viagens. Por isso, a reabilitação tem efeito direto sobre mobilidade, segurança viária e atividade econômica regional.
A capacidade de carga também está sendo atualizada. Segundo o DNIT, a readequação estrutural eleva o trem-tipo de 24 para 45 toneladas, limite máximo permitido pela legislação vigente. Na prática, isso prepara a estrutura para suportar melhor o perfil atual do tráfego rodoviário, especialmente em uma rota usada por veículos pesados.
O que já foi executado na ponte
A reabilitação contempla uma série de intervenções estruturais. O DNIT informa que o içamento da estrutura metálica foi uma das etapas mais relevantes da obra. Também foram executadas ações de reconstrução dos viadutos de acesso e complementação dos pilares de sustentação da estrutura metálica.
A elevação da ponte em 3,14 metros exigiu revisão do projeto executivo. De acordo com o DNIT, essa mudança prolongou o andamento dos serviços, mas foi necessária para aumentar a segurança da estrutura. O órgão relaciona a adequação ao histórico recente do Rio Jacuí, já que a ponte esteve entre as estruturas atingidas pela grande enchente de 2024.
A obra também inclui a implantação de pilares, vigas travessas e vigas longarinas nos viadutos de acesso das margens esquerda e direita do Rio Jacuí. No viaduto da margem direita, a etapa de lançamento das lajes plenas já foi finalizada, com execução dos guarda-rodas em paralelo.
No viaduto da margem esquerda, segue a montagem das estruturas pré-fabricadas, formadas por lajes plenas. Esse conjunto de serviços prepara a ponte para a fase final, que envolve consolidação das lajes, pavimentação, drenagem, sinalização e acabamento dos elementos de segurança.
Etapas finais incluem asfalto, drenagem e sinalização
A previsão de entrega informada pelo DNIT é para o mês de julho. Até lá, os serviços seguem concentrados nas etapas finais da reabilitação, tanto nos viadutos de acesso quanto na ponte metálica.
Nos acessos das margens direita e esquerda, estão previstas a consolidação das lajes plenas, a continuidade dos guarda-rodas, a execução da capa asfáltica, a sinalização horizontal e vertical e a implantação do sistema de drenagem de águas pluviais.
Na ponte metálica, o cronograma inclui a continuidade da complementação dos pilares de sustentação da estrutura que foi alteada, a montagem da passarela metálica de pedestres, a execução de guarda-rodas, a concretagem da laje, a capa asfáltica, a sinalização e o sistema de drenagem.
PROARTE concentra manutenção de estruturas na malha federal
A obra da Ponte do Fandango está dentro do PROARTE, programa do DNIT voltado ao gerenciamento, planejamento, execução, acompanhamento, monitoramento, inspeção e controle de ações em estruturas da malha rodoviária federal administrada pelo órgão.
O programa atua em manutenção, reabilitação, recuperação, reconstrução, substituição e implantação de estruturas de contenção. No caso da Ponte do Fandango, a intervenção mira a recuperação da travessia e a ampliação da capacidade estrutural, um ponto essencial para uma obra submetida a tráfego pesado e a eventos hidrológicos relevantes.
A classificação da ponte como Obra de Arte Especial reforça o nível técnico da intervenção. Esse tipo de estrutura exige acompanhamento específico, porque falhas ou restrições podem afetar diretamente a operação de uma rodovia inteira. Em corredores logísticos, a ponte é muitas vezes o ponto mais sensível do sistema.
Dados confirmados no comunicado oficial
Reabilitação da Ponte do Fandango
| Estrutura | Ponte do Fandango |
|---|---|
| Rodovia | BR-153/RS |
| Localização | Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul |
| Rio | Rio Jacuí |
| Execução | Cerca de 90% dos serviços concluídos |
| Investimento | Aproximadamente R$ 78 milhões |
| Programa | PROARTE |
| Elevação da estrutura | 3,14 metros |
| Capacidade estrutural | Trem-tipo readequado de 24 para 45 toneladas |
| Previsão de entrega | Julho de 2026 |
| Papel logístico | Ligação regional, escoamento de grãos, insumos e acesso ao Porto de Rio Grande |
Impacto vai além da travessia sobre o Rio Jacuí
A ampliação da capacidade da Ponte do Fandango tem impacto direto na logística regional. A estrutura atende fluxos ligados a grãos, insumos e demais produtos, além de servir como passagem relevante para deslocamentos entre regiões do estado.
A conexão com corredores que levam ao Porto de Rio Grande amplia o peso da obra. Em uma economia dependente de transporte rodoviário para grandes volumes, a confiabilidade de pontes e acessos é parte central da eficiência logística. Uma estrutura reforçada reduz riscos de bloqueio, melhora a previsibilidade e sustenta a circulação de cargas em uma rota estratégica.
Para os motoristas, o ganho esperado está na segurança e na estabilidade da operação. Para transportadores, a reabilitação reduz a incerteza sobre uma travessia relevante. Para Cachoeira do Sul e municípios conectados ao corredor, a obra ajuda a preservar uma ligação que combina função urbana, regional e produtiva.
Uma obra decisiva para manter o corredor funcionando
Com 90% de execução, a reabilitação da Ponte do Fandango entrou em uma fase decisiva. A obra combina reforço estrutural, elevação da ponte, reconstrução de acessos e serviços finais de pavimentação, drenagem e sinalização.
O investimento de cerca de R$ 78 milhões reforça uma estrutura fundamental para a BR-153/RS e para a logística do Rio Grande do Sul. Mais do que recuperar uma ponte, a intervenção busca garantir que a travessia tenha capacidade, segurança e durabilidade compatíveis com as exigências atuais do tráfego.
Quando concluída, a reabilitação deve entregar uma Ponte do Fandango mais preparada para veículos pesados, eventos climáticos e demandas logísticas futuras. Para uma travessia sobre o Rio Jacuí, em uma rota de acesso regional e produtivo, esse avanço tem peso direto na mobilidade e na economia do estado.
Fonte oficial consultada para a apuração: DNIT, comunicado “No Rio Grande do Sul, reabilitação da Ponte do Fandango alcança 90% de execução”, publicado em 4 de maio de 2026. Imagens: DNIT / Divulgação.