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Mercedes-AMG GT SUV estreia com até 1.169 cv e recarga de até 710 kW

Três versões, dois projetos de propulsão e até 700 km WLTP: a AMG leva sua arquitetura elétrica própria a um SUV de cinco lugares. Entenda engenharia, equipamentos e especificações preliminares.

Mercedes-AMG GT SUV amarelo em ângulo dianteiro baixo no estúdio, foto de divulgação
O novo Mercedes-AMG GT SUV estreia com versões elétricas GT 53, GT 55 e GT 63.Imagem: Mercedes-Benz AG

A Mercedes-AMG apresentou o novo GT SUV em 17 de outubro de 2026, em Affalterbach, com três versões totalmente elétricas e potência declarada de até 860 kW (1.169 cv). A estreia internacional reúne cinco lugares, baterias de 106 ou 128 kWh e uma proposta de engenharia que aproxima desempenho sustentado, recarga rápida e controle de carroceria.

O número mais chamativo pertence ao GT 63, mas as diferenças entre GT 53, GT 55 e GT 63vão além da potência. Mudam os motores, a transmissão, os freios e a oferta de suspensão. Entender essas escolhas permite enxergar o carro de viagem e uso diário por trás do desempenho anunciado.

Três versões e dois caminhos para um mesmo SUV

O GT SUV é o primeiro SUV de grande porte concebido desde a origem pela Mercedes-AMG. É também o segundo automóvel da arquitetura elétrica AMG.EA, depois do GT de quatro portas. O ponto central da estreia é a combinação de motores, bateria e controle de carroceria desenvolvidos como um sistema, em vez de uma preparação esportiva aplicada a um SUV já existente.

Há uma diferença estrutural dentro da própria família. O GT 53 utiliza dois motores síncronos de ímãs permanentes, um em cada eixo, e alcança 400 kW, equivalentes aos 544 cv indicados no documento alemão. GT 55 e GT 63 adotam três motores de fluxo axial: dois traseiros e um dianteiro. As potências máximas são de 600 kW (816 cv) e 860 kW (1.169 cv), respectivamente.

Mais interessante que a distância entre os picos é a potência contínua declarada: 530 kW (721 cv) tanto no GT 55 quanto no GT 63, contra 270 kW (367 cv) no GT 53. Pico, potência contínua e duração do boost medem coisas diferentes. Os períodos de boost informados são de 53, 55 e 63 segundos, conforme a versão; não significam que a potência máxima possa ser sustentada indefinidamente.

Todos os números de desempenho, consumo e recarga são preliminares da fabricante. O press kit informa que ainda faltam valores confirmados por organismo de ensaio reconhecido, homologação europeia e certificado de conformidade. A especificação detalhada abaixo permite comparar as versões sem apresentar os dados como resultado de teste do AutoHub.

Mercedes-AMG GT SUV cinza sob iluminação de estúdio com emblema AMG ao fundo
O SUV é o segundo modelo desenvolvido sobre a arquitetura AMG.EA.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza em vista dianteira de três quartos no estúdio
A frente alta contrasta com o teto baixo do novo GT SUV.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em três quartos dianteiros no estúdio
A pintura amarela evidencia vincos, ombros e aberturas frontais.Imagem: Mercedes-Benz AG

Cinco metros de carroceria com a posição de um GT

Nas versões GT 55 e GT 63, a carroceria mede 5.084 mm de comprimento, 2.001 mm de largura e 1.656 mm de altura. O GT 53 é ligeiramente diferente: 5.080 mm de comprimento e 1.653 mm de altura, mantendo a largura e o entre-eixos de 3.040 mm. É um automóvel de grande porte, ainda que o teto descendente e o para-brisa inclinado façam a silhueta parecer mais baixa.

A proposta da AMG é acomodar a bateria de maneira plana e central, preservando espaço de cabine e uma posição de dirigir integrada ao veículo. Essa escolha aparece no console alto, nas telas orientadas ao motorista e na linha lateral contínua. As portas com vidros sem moldura reforçam a conexão visual com um gran turismo, enquanto os para-lamas largos mantêm a presença de um SUV.

Nas fotografias, a frente relativamente vertical funciona como contraponto à cabine alongada. Vincos no capô, ombros traseiros marcados e pequenos retrovisores distribuem a atenção por toda a carroceria. O efeito não depende apenas de rodas grandes: está na relação entre comprimento, área envidraçada e altura do teto. A fabricante não informa aqui medidas de vão livre, ângulos de ataque ou capacidade de reboque; o desenho esportivo não deve ser confundido com uma ficha fora de estrada.

Mercedes-AMG GT SUV cinza em três quartos com a lateral visível
O para-brisa inclinado prolonga visualmente a linha do capô.Imagem: Mercedes-Benz AG
Perfil do Mercedes-AMG GT SUV cinza em estúdio
As portas sem moldura aproximam a linguagem lateral da família GT.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo fotografado de perfil
O entre-eixos de 3.040 mm organiza a cabine e os balanços.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo com a lateral e a frente visíveis
O teto alongado e a carroceria baixa para um SUV definem as proporções.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo parado em área externa de pista
A carroceria mede pouco mais de cinco metros de comprimento.Imagem: Mercedes-Benz AG

Estrelas na dianteira, seis círculos na traseira

A grade específica da AMG mantém barras metálicas verticais e pode receber iluminação, assim como a estrela central. Os faróis adotam luzes diurnas com desenho de estrela. Atrás, seis elementos circulares inspirados em turbinas criam uma identificação bastante diferente da dianteira; a faixa luminosa que os acompanha também integra a oferta opcional.

A separação entre desenho e equipamento importa na hora de interpretar as imagens de lançamento. Uma configuração fotografada com grade e estrela acesas demonstra a aparência desses opcionais, não sua presença em todas as versões. O mesmo vale para os acabamentos e combinações de rodas mostrados no material.

Os closes ajudam a compreender como essa identidade é construída. A grade ocupa uma área central ampla, mas os faróis são estreitos; na traseira, o painel escuro conecta os círculos sem apagar suas formas individuais. É uma linguagem deliberadamente expressiva, que aproxima o novo SUV do universo AMG sem repetir literalmente a carroceria do GT de quatro portas.

Mercedes-AMG GT SUV cinza visto de frente em foto de divulgação
Frente, estrela e barras verticais formam a assinatura do modelo.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo visto de frente no estúdio
Faróis estreitos enquadram a grade de barras verticais.Imagem: Mercedes-Benz AG
Traseira do Mercedes-AMG GT SUV cinza em estúdio
Três elementos luminosos de cada lado definem a traseira.Imagem: Mercedes-Benz AG
Detalhe da grade iluminada do Mercedes-AMG GT SUV cinza
A iluminação da grade e da estrela é oferecida como opção.Imagem: Mercedes-Benz AG
Grade e estrela dianteira do Mercedes-AMG GT SUV amarelo em detalhe
O contorno da grade ocupa o centro da composição frontal.Imagem: Mercedes-Benz AG
Farol dianteiro do Mercedes-AMG GT SUV cinza em detalhe
O conjunto óptico integra a assinatura diurna em formato de estrela.Imagem: Mercedes-Benz AG
Três lanternas circulares do Mercedes-AMG GT SUV cinza em detalhe
Os elementos circulares têm desenho inspirado em turbinas.Imagem: Mercedes-Benz AG
Lanternas circulares do Mercedes-AMG GT SUV amarelo em detalhe
O close permite distinguir os três módulos de um dos lados.Imagem: Mercedes-Benz AG

Três motores de fluxo axial ou dois PSM com câmbio traseiro de duas marchas

Nos GT 55 e GT 63, os dois motores traseiros de fluxo axial compartilham uma unidade HP.EDU, cada qual com um conjunto planetário compacto de redução. Motores e engrenagens são refrigerados a óleo. Dois inversores de carbeto de silício, refrigerados a água, fazem parte do conjunto. Como cada roda traseira dispõe de um motor independente, o sistema pode variar a distribuição de força entre elas por vetorização de torque.

A unidade dianteira reúne um motor de fluxo axial, engrenagens cilíndricas, trava de estacionamento integrada e outro inversor de carbeto de silício. Seu papel é complementar potência e tração. Sob baixa carga, uma unidade de desacoplamento, chamada DCU, o separa do restante do sistema para reduzir perdas de arrasto; a conexão é restabelecida quando a estratégia de aceleração ou recuperação de energia exige.

O GT 53 segue outro arranjo. Seus dois motores síncronos de ímãs permanentes trabalham com uma transmissão traseira de duas marchas. A primeira tem relação curta, voltada à saída; a segunda atende velocidades maiores com rotações mais baixas. O motor dianteiro também pode ser desacoplado em baixa demanda e reconectado quando a tração adicional é necessária.

O nome AMG Performance 4MATIC+ identifica a tração integral variável das três versões, mas não torna os conjuntos mecânicos iguais. Também há uma diferença importante na cronometragem: o GT 63 declara 2,7 segundos de 0 a 100 km/h a partir da imobilidade, ou 2,5 segundos com rollout de um pé. Nesse segundo método, os primeiros 30,48 cm de deslocamento ficam fora da medição.

Mercedes-AMG GT SUV cinza em movimento visto de frente e de lado
Foto de divulgação em movimento: a proposta reúne porte de SUV e arquitetura elétrica própria.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza em movimento em pista de testes
Faróis estreitos e grade vertical mantêm a identidade frontal nas imagens de pista.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza circulando diante de uma área arborizada
A silhueta baixa permanece evidente fora do ambiente de estúdio.Imagem: Mercedes-Benz AG

Óleo em contato com cada célula e até 710 kW de recarga

A bateria AMG High Performance Electric Battery tem arquitetura nominal de 800 V e duas capacidades úteis: 106 kWh, com 18 módulos, e 128 kWh, com 22 módulos. O GT 53 é especificado com 106 kWh; as duas alternativas aparecem para GT 55 e GT 63. A capacidade útil é a parcela utilizável de energia, não um valor bruto intercambiável.

As células cilíndricas medem 105 mm de altura e 26 mm de diâmetro. A fabricante descreve carcaça de alumínio soldada a laser, desenho full-tab para reduzir resistência interna, cátodo NCMA e ânodo com silício. A densidade superior a 298 Wh/kg refere-se às células. Um óleo eletricamente isolante passa diretamente ao redor de cada uma, enquanto o Central Coolant Hub coordena bombas, sensores e válvulas do sistema térmico.

A justificativa de engenharia é distribuir a remoção de calor na própria origem. O circuito pode direcionar refrigeração aos motores e à eletrônica quando a bateria já está na faixa adequada. Essa estratégia relaciona acelerações repetidas e recarga rápida: ambas exigem controlar calor, corrente e disponibilidade de energia, não apenas anunciar um pico elevado.

Com 106 kWh, o pico de recarga DC é de 600 kW e o intervalo de 10% a 80% é declarado em 11 minutos. Com 128 kWh, os números passam a 710 kW e 12 minutos. A Mercedes informa, para uma estação de 400 kW, 14 e 16 minutos, respectivamente. A potência máxima não é a média da sessão, e os tempos pressupõem as condições de bateria, estação e ensaio indicadas pela fabricante.

Em dez minutos, a ficha registra 70 kWh acrescentados com a bateria menor ou 83 kWh com a maior. Isso corresponde a até 386/454 km de alcance WLTP combinado nos GT 55/63 e a 440 km no GT 53 com 106 kWh. São equivalências de ciclo, não promessa de distância de rodovia após qualquer parada. A recarga AC chega a 11 kW; o veículo também admite estações de 400 V por comutação automática do sistema. O texto alemão menciona estações de 800 V e 1.000 A para a recarga acima de 700 kW.

A preparação global contempla CCS2 para Europa, GB/T para China, CHAdeMO para Japão, CCS1 para Coreia do Sul e NACS para Estados Unidos. Trata-se de adequação por mercado, não de cinco conectores simultâneos em um mesmo carro. O comunicado não define a especificação brasileira.

Porta de recarga aberta na lateral do Mercedes-AMG GT SUV
A tomada fica atrás da portinhola lateral; o padrão varia conforme o mercado.Imagem: Mercedes-Benz AG

A carroceria negocia passagem de ar, refrigeração e estabilidade

A aerodinâmica declarada combina coeficiente de arrasto de 0,27 nos GT 55/63 e de 0,28 no GT 53 com área frontal de 2,80 m². São grandezas complementares: o coeficiente, sozinho, não descreve toda a resistência de uma carroceria grande. A altura contida e a bateria plana fazem parte dessa organização do veículo.

Nos GT 55 e GT 63, o spoiler de teto AEROKINETICS fica integrado à silhueta em baixa velocidade. A partir de 150 km/h, varia automaticamente sua posição conforme velocidade, aceleração, dinâmica do veículo e estado do Airpanel. A estratégia pode buscar menor arrasto ou maior estabilidade; em condução dinâmica, o componente assume sua posição mais inclinada.

Na frente, o Airpanel controla o fluxo de refrigeração com lâminas verticais. Elas permanecem fechadas quando a demanda térmica permite e se abrem quando temperaturas e necessidade de ar exigem. A carroceria deixa, assim, de trabalhar com uma única abertura fixa para todas as situações.

A lógica une eficiência e gerenciamento térmico. Fechar entradas pode beneficiar o escoamento em viagem, enquanto abrir passagem de ar atende o sistema sob maior carga. As fotos superiores e traseiras mostram o encaixe dessas superfícies, mas não fornecem uma medição de downforce. O material também não detalha uma aplicação equivalente do spoiler ativo no GT 53.

Mercedes-AMG GT SUV cinza visto por cima e pela traseira
A vista superior mostra a transição do teto para o spoiler.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em vista traseira superior no estúdio
O enquadramento superior expõe teto panorâmico e ombros traseiros.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza em vista frontal superior
Capô, para-brisa e teto mostram a continuidade das superfícies.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo visto por cima e pela traseira
A vista elevada mostra a área envidraçada e o final da linha de teto.Imagem: Mercedes-Benz AG
Coluna traseira e spoiler do Mercedes-AMG GT SUV cinza
A queda do teto termina no conjunto aerodinâmico traseiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza em vista traseira de três quartos
O ombro traseiro destacado envolve a linha de seis lanternas circulares.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em três quartos traseiros no estúdio
O painel escuro une visualmente os conjuntos de lanternas.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo visto diretamente por trás
Spoiler, lanternas e para-choque ocupam três níveis na traseira.Imagem: Mercedes-Benz AG

Controle hidráulico de carroceria e rodas traseiras que esterçam até 6 graus

O AMG ACTIVE RIDE CONTROL+ é de série no GT 63 e opcional no GT 55. Combina molas pneumáticas com três estágios de ajuste, reservatório de pressão de 8,2 litros e amortecedores interligados hidraulicamente. Elementos hidráulicos ativos assumem a função de controle de rolagem que normalmente seria associada a barras estabilizadoras convencionais.

O sistema também atua sobre os movimentos longitudinais, reduzindo o mergulho da frente na frenagem e sua elevação na aceleração. Uma bomba central e válvulas reguladas ajustam a pressão conforme o programa selecionado. O objetivo declarado é conciliar apoio em curva e capacidade de absorver irregularidades, inclusive quando atingem apenas um lado do veículo. O press kit não especifica esse pacote para o GT 53.

As suspensões usam construção multilink nos dois eixos. Na dianteira, braços, mangas de eixo e suportes de roda de alumínio forjado procuram reduzir massa não suspensa. A direção traseira, de série, esterça em sentido oposto ao das rodas dianteiras abaixo de 80 km/h, com ajuste de até 6 graus. Acima dessa velocidade, acompanha o sentido da dianteira, até 1 grau, priorizando estabilidade.

Nos freios, a divisão entre versões é direta. O GT 53 tem discos de aço nos dois eixos; o GT 55 também parte de aço, com conjunto carbono-cerâmico opcional dianteiro e traseiro. No GT 63, os freios carbono-cerâmicos são de série nos dois eixos. Diâmetros de discos, medidas completas dos pneus e distância de frenagem não foram detalhados nesse material.

Roda dianteira e para-lama do Mercedes-AMG GT SUV cinza
O close mostra roda, freio e volume do para-lama dianteiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Roda dianteira do Mercedes-AMG GT SUV amarelo em detalhe
Rodas e conjunto de freio aparecem sob o arco dianteiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza em movimento visto pela traseira
A linha descendente do teto encontra o spoiler e a área traseira de carga.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV cinza em três quartos dianteiros na pista
A direção traseira e o controle de carroceria integram a proposta de chassi.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em movimento visto pela traseira
A suspensão foi desenvolvida para combinar controle dinâmico e conforto.Imagem: Mercedes-Benz AG

Três seletores físicos para alterar como o carro responde

GT 55 e GT 63 recebem o AMG RACE ENGINEER, que conecta controle do trem de força, freios e recuperação de energia. O sistema combina uma unidade de processamento, chamada Core, e três comandos giratórios no console. É uma tentativa de tornar acessíveis ajustes que, em um elétrico de múltiplos motores, dependem tanto de software quanto de componentes mecânicos.

O Response Control regula continuamente a relação entre comando do acelerador e resposta dos motores, do comportamento mais suave ao mais direto. Agility Control atua sobre a distribuição de força para ajustar a rotação do veículo em curva, cobrindo uma faixa que vai da tendência de sair de frente ao sobre-esterço controlado.

Traction Control oferece nove níveis de intervenção. Tanto esse ajuste quanto o Agility Control têm uma condição expressa: funcionamento nos programas RACE, AMGFORCE Sport+ ou Sport, com ESP desligado. Essa possibilidade pertence ao uso esportivo previsto pela marca; não é indicação de que o carro deva circular assim em vias públicas.

Também existe um comando de boost ao puxar simultaneamente as duas aletas uma vez nos modos C, S e S+. A estratégia libera potência e torque adicionais, altera a resposta do pedal e associa sinais sonoros e tensionamento dos cintos à experiência. Esses estímulos são parte da interface; a capacidade efetiva continua vinculada à versão e às condições do sistema.

Três comandos giratórios AMG RACE ENGINEER no console com acabamento vermelho
Os três seletores ajustam resposta, agilidade e controle de tração.Imagem: Mercedes-Benz AG
Seletores AMG RACE ENGINEER no console escuro do GT SUV
Response, Agility e Traction Control têm comandos físicos próprios.Imagem: Mercedes-Benz AG
Volante AMG Performance e painel do GT SUV com detalhes vermelhos
As aletas também comandam a recuperação de energia.Imagem: Mercedes-Benz AG
Volante AMG Performance do GT SUV com acabamento escuro em detalhe
Comandos no volante concentram acesso a funções de condução.Imagem: Mercedes-Benz AG

O elétrico pode soar como V8, mas essa é uma experiência programada

O AMGFORCE Sport+ reproduz o som de um V8 nos GT 55/63 e de um motor de seis cilindros no GT 53. A Mercedes diz ter documentado motores reais com mais de 100 medições e 16 microfones, incluindo veículos de referência como o AMG GT R. A reprodução varia com a condução e é acompanhada de trocas de marcha simuladas, grafismos próprios e estímulos vibratórios nos bancos.

A distinção é importante: o automóvel permanece totalmente elétrico. A simulação sonora não acrescenta um motor a combustão e as trocas encenadas não transformam o conjunto dos GT 55/63 em um câmbio AMG SPEEDSHIFT. No GT 53, a transmissão física traseira de duas marchas descrita pela fabricante é um componente separado dessa apresentação sensorial.

Há sete programas de condução: Comfort, Sport, AMGFORCE Sport+, RACE, Slippery, Individual e Eco. Comfort busca equilíbrio e conforto; Sport mantém tração integral permanente e resposta mais direta; Slippery privilegia estabilidade em baixa aderência, com intervenção antecipada do ESP. Eco prioriza eficiência, inclusive pelo desacoplamento do eixo dianteiro quando possível, e Individual permite personalizar os parâmetros.

RACE é destinado ao circuito, com altura reduzida, acerto mais firme e funções como Drift Mode, Drag Race, Track Race e Launch Control. A personalização acústica também contempla perfis Powerful, Balanced e Silent, além de uma escala entre Classic e Futuristic. O comunicado ainda trata expansões sonoras para Launch Control, Boost e Showtime como recursos futuros, separadas das características já descritas.

Mercedes-AMG GT SUV amarelo visto de cima e pela dianteira em movimento
A vista superior em movimento destaca o teto e a linha dos ombros.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em movimento em três quartos dianteiros
O enquadramento lateral em movimento destaca a relação entre teto, portas e para-lamas.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em movimento em ângulo frontal baixo
A tomada baixa destaca a frente vertical e a inclinação do para-brisa.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em movimento com a frente à esquerda da imagem
O volume dianteiro e os para-lamas largos aparecem nesta tomada de pista.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo fotografado em movimento em pista
A imagem frontal mostra faróis estreitos e aberturas verticais no para-choque.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo em enquadramento aberto na pista
O enquadramento aberto situa o SUV no circuito usado nas imagens de divulgação.Imagem: Mercedes-Benz AG
Mercedes-AMG GT SUV amarelo fotografado lateralmente em movimento
O perfil em movimento mostra a queda do teto e a extensão do entre-eixos.Imagem: Mercedes-Benz AG

A cabine aproxima o motorista do carro, sem abandonar a função de SUV

O posto de condução é baixo e integrado ao habitáculo, em contraste com a posição elevada tradicionalmente associada a um SUV. O painel de instrumentos tem 10,2 polegadas e trabalha visualmente com a central multimídia de 14 polegadas, inclinada em direção ao motorista. Uma tela independente de 14 polegadas para o passageiro é opcional.

O console central reúne porta-objetos, comandos e, nos GT 55/63, os seletores do RACE ENGINEER. O volante AMG Performance concentra acesso a funções de condução; as aletas permitem regular a recuperação de energia. A combinação de comandos físicos e telas procura separar ações imediatas de menus mais detalhados.

Nas imagens com acabamento vermelho, a linha luminosa acompanha o painel e as portas, enquanto o console reforça a divisão entre os ocupantes dianteiros. O valor dessa solução está na organização de uso, não no número de telas por si só. Ergonomia, visibilidade e conforto prolongado ainda dependem de avaliação ao volante; as fotografias permitem examinar disposição e acabamento, não comprovar essas sensações.

Visão ampla do painel e console do Mercedes-AMG GT SUV com acabamento vermelho
A tela central inclinada e o console envolvem o posto de condução.Imagem: Mercedes-Benz AG
Posto de condução do Mercedes-AMG GT SUV com console e painel vermelhos
A posição do motorista é baixa e integrada à cabine.Imagem: Mercedes-Benz AG

MB.OS, telemetria a 10 Hz e energia distribuída por trecho de pista

A nova geração do MBUX é baseada no Mercedes-Benz Operating System, o MB.OS. A interface Zero Layer reúne informações relevantes, sugestões contextuais e aplicativos recentes. A fabricante anuncia integração de ChatGPT, Microsoft Bing e Google Gemini no assistente virtual, com capacidade de diálogos em várias etapas. A comunicação de lançamento não detalha a disponibilidade regional de cada serviço.

Há estilos de instrumentos como Classic, AMG Special, Pure, Vehicle Data e Trip. No AMG PERFORMANCE MENU, Energy Flow mostra o fluxo entre os eixos; Aero Flow acompanha os elementos aerodinâmicos; Warm up reúne temperaturas de operação e pneus. Também aparecem cronômetro com apresentação IWC, forças dinâmicas, pressão dos pneus, estado da suspensão e potência elétrica disponível.

AMG SET-UP permite configurar funções acessíveis pelo volante e parâmetros de aerodinâmica. Já o AMG TRACK PACE registra mais de 80 dados específicos do veículo dez vezes por segundo. Tempos de volta e setor aparecem nas telas e no head-up display, com circuitos pré-instalados e possibilidade de gravar trajetos próprios. Uma dashcam opcional, limitada por mercado, pode guardar vídeo HD em USB com dados sobrepostos.

O Predictive Performance Manager leva a gestão térmica à estratégia de volta. Nos modos RACE ou SPRINT, o sistema distribui a solicitação de potência conforme o trecho: pode preservar energia em descidas e sequências lentas para utilizá-la em subidas e retas. A tese é mais sofisticada que manter o acelerador entregue à potência máxima o tempo todo. O benefício concreto em tempo de volta, porém, não foi quantificado para esse SUV no material.

Painel completo do Mercedes-AMG GT SUV com acabamento escuro
Instrumentos de 10,2 polegadas e central de 14 polegadas orientam a interface.Imagem: Mercedes-Benz AG
Painel e console do motorista do Mercedes-AMG GT SUV com acabamento escuro
O MBUX reúne informações de condução, energia e configuração do veículo.Imagem: Mercedes-Benz AG
Volante e telas do Mercedes-AMG GT SUV vistos do banco do motorista
Os grafismos digitais podem assumir diferentes estilos de apresentação.Imagem: Mercedes-Benz AG

MANUFAKTUR amplia a personalização para rodas, cintos e iluminação

A oferta MANUFAKTUR inclui mais de 60 pinturas. As rodas forjadas podem receber acabamentos em prata Vanadium fosco e cobre fosco, ou base preta fosca com bordas coloridas em Angel Blue, Sunny Lime ou Orange Flame. Os cintos oferecem opções como Fjord Blue, Green Hell e Orange Flame, levando a personalização para além de um painel decorativo.

Bancos AMG Performance com apoios de cabeça integrados são opcionais. As fotografias mostram diferentes combinações de revestimento, cintos e iluminação, além das costuras em losangos nas portas. O sistema Burmester 4D também é opcional, com grades de alto-falante em aço inoxidável na configuração descrita.

O teto panorâmico SKY CONTROL pode alternar entre transparente e opaco e tem tratamento de isolamento térmico. A iluminação AMG no teto é opcional. Cores de instrumentos, comandos e luz ambiente podem ser coordenadas, mas a extensão da personalização não deve ocultar a hierarquia de equipamento: carro fotografado, pacote opcional e configuração de entrada são referências diferentes.

Bancos dianteiros AMG Performance com cintos vermelhos no GT SUV
Bancos AMG Performance com apoios integrados são opcionais.Imagem: Mercedes-Benz AG
Bancos dianteiros AMG Performance e teto iluminado no GT SUV
Bancos envolventes e iluminação compõem a configuração de cabine mostrada.Imagem: Mercedes-Benz AG
Saída de ventilação iluminada e tela do passageiro no Mercedes-AMG GT SUV
Iluminação e grafismos prolongam o desenho do painel até o passageiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Saída circular de ventilação e acabamento do painel escuro do GT SUV
O acabamento claro da saída de ar contrasta com as superfícies escuras.Imagem: Mercedes-Benz AG
Alto-falante sobre o painel do Mercedes-AMG GT SUV em detalhe
O sistema Burmester 4D integra a lista de opcionais.Imagem: Mercedes-Benz AG
Painel de porta do Mercedes-AMG GT SUV com costuras e alto-falante
Costuras, comandos e apoio de braço distribuem funções pela porta.Imagem: Mercedes-Benz AG
Soleira com emblema de Affalterbach no Mercedes-AMG GT SUV
O emblema de Affalterbach ocupa a soleira iluminada.Imagem: Mercedes-Benz AG

Banco de três lugares atrás, com encostos rebatíveis

O banco traseiro de três lugares é de série. Os encostos podem ser rebatidos e os apoios de cabeça têm recolhimento elétrico para trás. A cabine, portanto, mantém a configuração de cinco ocupantes como parte da proposta do carro, em vez de trocar espaço traseiro por uma configuração esportiva de dois assentos individuais.

As imagens com o apoio central abaixado e depois recolhido permitem observar as duas situações sem confundir a apresentação de conforto com o número de lugares. A Mercedes destaca espaço para cabeça e pernas apesar do teto descendente, mas não fornece essas cotas no comunicado.

O entre-eixos de 3.040 mm ajuda a entender o espaço reservado à cabine. Ainda assim, acomodação efetiva de pessoas altas, instalação de cadeirinhas, acesso e conforto em viagens exigem avaliação específica. O dado verificável no lançamento é a arquitetura de cinco lugares e sua flexibilidade de carga, não uma conclusão de teste sobre conforto.

Banco traseiro do Mercedes-AMG GT SUV com apoio central abaixado e cintos vermelhos
O apoio central abaixado mostra uma das configurações do banco traseiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Banco traseiro de três lugares do Mercedes-AMG GT SUV com cintos vermelhos
A configuração de série acomoda três passageiros no banco traseiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Banco traseiro do Mercedes-AMG GT SUV com acabamento preto
O acabamento escuro oferece outra leitura para o mesmo espaço traseiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Cabine do Mercedes-AMG GT SUV vista a partir do banco traseiro
O enquadramento mostra a relação entre banco traseiro, console e painel.Imagem: Mercedes-Benz AG

607 litros atrás e um frunk medido de duas maneiras

O porta-malas tem 607 litros pelo método VDA com os bancos traseiros plenamente utilizáveis. Ao rebater os encostos, o volume informado chega a 1.740 litros. As fotos de abertura e do compartimento permitem relacionar os números ao formato da área de carga, em vez de usar apenas uma capacidade isolada.

O espaço dianteiro merece atenção à metodologia. A Mercedes informa 78 litros VDA e 111 litros por medição líquida para o mesmo frunk. São duas formas de medir um compartimento, não dois volumes diferentes que possam ser somados. Para comparar com outro automóvel, o correto é manter o mesmo método dos dois lados.

Esse conjunto de porta-malas, banco rebatível e compartimento dianteiro é o argumento funcional que distingue o SUV de um esportivo baixo. Capacidade de carga em quilogramas, peso bruto total e capacidade de reboque ainda não estão detalhados nesse press kit; não podem ser deduzidos a partir do tamanho do veículo ou de sua potência.

Porta-malas aberto do Mercedes-AMG GT SUV cinza
O volume traseiro é de 607 litros VDA com os bancos em uso.Imagem: Mercedes-Benz AG
Porta-malas do Mercedes-AMG GT SUV amarelo com a tampa aberta
Com os encostos rebatidos, a capacidade declarada chega a 1.740 litros VDA.Imagem: Mercedes-Benz AG
Compartimento dianteiro aberto do Mercedes-AMG GT SUV cinza
Sob o capô, o compartimento dianteiro aproveita o espaço da arquitetura elétrica.Imagem: Mercedes-Benz AG
Capô aberto e compartimento dianteiro do Mercedes-AMG GT SUV amarelo
O frunk tem 78 litros pelo método VDA ou 111 litros por medição líquida.Imagem: Mercedes-Benz AG
Porta-malas aberto do Mercedes-AMG GT SUV amarelo em vista superior
A vista superior evidencia a boca de carga e o formato do compartimento traseiro.Imagem: Mercedes-Benz AG
Detalhe do revestimento do compartimento dianteiro do GT SUV
O revestimento do compartimento dianteiro traz a inscrição da marca.Imagem: Mercedes-Benz AG

Dos desenhos de desenvolvimento à montagem em Sindelfingen

Os desenhos fornecidos pela Mercedes ajudam a separar intenção visual e solução final. O estudo da traseira enfatiza ombros, lanternas circulares e volume inferior; os esboços dianteiro e traseiro exploram as proporções gerais. O desenho do farol, por sua vez, detalha a composição interna de um componente que aparece em fotografia na seção de iluminação.

Essas peças são ilustrações de desenvolvimento, não fotografias de veículos de produção. Seu valor está em permitir acompanhar a construção da identidade do GT SUV, sem tratar cada traço como especificação de uma versão comercial.

A estrutura de carroceria combina alumínio, aço e compósitos reforçados por fibras. A bateria fica integrada ao centro da arquitetura e recebe uma caixa de proteção que participa do conceito de absorção de esforços em colisões. Isso descreve a solução construtiva, sem substituir resultados de ensaios de segurança.

A montagem será realizada no pavilhão 32 de Sindelfingen, adaptado para a tecnologia AMG.EA. Estampagem, carroceria em branco e pintura também passam pelo complexo. O desenvolvimento independente em Affalterbach, portanto, não significa montagem final fora da rede industrial da Mercedes-Benz.

Ilustração de desenvolvimento da traseira do Mercedes-AMG GT SUV em tom cobre
Ilustração de desenvolvimento: volumes traseiros e assinatura luminosa em estudo visual.Imagem: Mercedes-Benz AG
Desenho de desenvolvimento do farol do Mercedes-AMG GT SUV
Desenho de desenvolvimento do farol, distinto de uma fotografia do componente.Imagem: Mercedes-Benz AG
Esboço de design da dianteira do Mercedes-AMG GT SUV
Esboço de design: proporções, grade e para-lamas no traço da equipe.Imagem: Mercedes-Benz AG
Esboço de design da traseira do Mercedes-AMG GT SUV
Esboço de design: a leitura dos ombros e das lanternas antecede a peça fotografada.Imagem: Mercedes-Benz AG

GT 53 abre as encomendas; GT 55 e GT 63 seguem em 2027

As encomendas do GT 53 estão anunciadas para 20 de outubro de 2026. O preço inicial divulgado é de € 113.050, recomendação de varejo para a Alemanha com 19% de IVA incluído. Esse valor tem mercado e tributação definidos; uma conversão cambial não seria um preço oficial no Brasil.

GT 55 e GT 63 estão previstos para a primavera europeia de 2027, correspondente ao período de março a junho no Hemisfério Norte. O comunicado não publica seus preços nem transforma esse calendário em data brasileira. Também não detalha a combinação inicial de opcionais por país.

Para quem acompanha o lançamento a partir do Brasil, o passo relevante é a divulgação de versão, bateria, equipamentos, padrão de recarga e preço locais pela Mercedes-Benz. O comunicado de apresentação não inclui uma oferta brasileira: os dados europeus servem para entender o projeto e comparar as três propostas, sem criar uma configuração local por inferência.

Ficha técnica

GT 53, GT 55 e GT 63: especificações por versão e bateria

Dados preliminares divulgados pela Mercedes-AMG. Potências em cv seguem os valores PS do documento alemão. Recarga e autonomia dependem das condições e da configuração indicadas; WLTP não equivale ao Inmetro.

GT 53 | motores e desempenho

01

Motores

Dois síncronos de ímãs permanentes (PSM), um por eixo

Potência máxima

400 kW (544 cv)

Potência contínua

270 kW (367 cv)

Torque máximo

800 Nm

Transmissão traseira

Duas marchas

0–100 km/h

4,2 s; com rollout de 1 pé: 3,8 s

0–200 km/h

14,6 s; com rollout de 1 pé: 13,8 s

Velocidade máxima

250 km/h com Driver’s Package

Duração do boost

53 segundos

GT 55 | motores e desempenho

02

Motores

Três de fluxo axial: dois traseiros e um dianteiro

Potência máxima

600 kW (816 cv)

Potência contínua

530 kW (721 cv)

Torque máximo

1.860 Nm

Transmissão

Reduções planetárias atrás; engrenagens cilíndricas à frente

0–100 km/h

3,1 s; com rollout de 1 pé: 2,8 s

0–200 km/h

9,9 s; com rollout de 1 pé: 9,4 s

Velocidade máxima

270 km/h com Driver’s Package

Duração do boost

55 segundos

GT 63 | motores e desempenho

03

Motores

Três de fluxo axial: dois traseiros e um dianteiro

Potência máxima

860 kW (1.169 cv)

Potência contínua

530 kW (721 cv)

Torque máximo

2.000 Nm

Transmissão

Reduções planetárias atrás; engrenagens cilíndricas à frente

0–100 km/h

2,7 s; com rollout de 1 pé: 2,5 s

0–200 km/h

7,2 s; com rollout de 1 pé: 6,8 s

Velocidade máxima

270 km/h com Driver’s Package

Duração do boost

63 segundos

Dimensões | massas e aerodinâmica

04

GT 53 | C × L × A

5.080 × 2.001 × 1.653 mm

GT 55/63 | C × L × A

5.084 × 2.001 × 1.656 mm

Entre-eixos

3.040 mm nas três versões

Massa DIN | GT 53

2.525 kg, conforme PDF alemão

Massa DIN | GT 55

2.605 / 2.715 kg, com 106 / 128 kWh

Massa DIN | GT 63

2.585 / 2.695 kg, com 106 / 128 kWh

Coeficiente de arrasto

GT 53: 0,28; GT 55 e GT 63: 0,27

Área frontal

2,80 m²

Bateria | arquitetura e células

05

Tensão nominal

800 V; compatível com recarga em 400 V

GT 53

106 kWh úteis; 18 módulos

GT 55 e GT 63

106 ou 128 kWh úteis; 18 ou 22 módulos

Células

Cilíndricas, 105 mm de altura e 26 mm de diâmetro

Química

Cátodo NCMA e ânodo com silício

Densidade celular

Superior a 298 Wh/kg; não é a densidade do pack

Construção celular

Invólucro de alumínio soldado a laser e desenho full-tab

Refrigeração

Óleo isolante em contato direto com cada célula; gestão pelo CCH

Proteção

Bateria central com caixa integrada ao conceito de colisão

Infraestrutura de pico

Texto alemão menciona estações de 800 V e 1.000 A para recarga acima de 700 kW

Chassi | tração, direção e freios

06

Tração

AMG Performance 4MATIC+ integral totalmente variável

Vetorização traseira

GT 55/63: distribuição entre rodas pelos motores independentes

Suspensão

Multilink dianteira e traseira

ACTIVE RIDE CONTROL+

De série no GT 63; opcional no GT 55; não detalhado para GT 53

Sistema pneumático

Três estágios e reservatório de 8,2 litros no pacote ACTIVE RIDE CONTROL+

Direção traseira

De série; até 6° opostos abaixo de 80 km/h e até 1° no mesmo sentido acima de 80 km/h

Freios GT 53

Aço nos dois eixos

Freios GT 55

Aço de série; carbono-cerâmicos opcionais nos dois eixos

Freios GT 63

Carbono-cerâmicos de série nos dois eixos

Recarga | bateria de 106 kWh

07

Aplicação

GT 53, GT 55 e GT 63

Pico DC

Até 600 kW

Máxima AC

11 kW

10%–80%

11 minutos nas condições declaradas pela Mercedes

Posto de 400 kW

14 minutos para 10%–80%, conforme comunicado

Energia em 5 min

41 kWh

Energia em 10 min

70 kWh

Alcance em 10 min

GT 53: até 440 km; GT 55/63: até 386 km, equivalência WLTP combinado

Recarga | bateria de 128 kWh

08

Aplicação

GT 55 e GT 63

Pico DC

Até 710 kW

Máxima AC

11 kW

10%–80%

12 minutos nas condições declaradas pela Mercedes

Posto de 400 kW

16 minutos para 10%–80%, conforme comunicado

Energia em 5 min

48 kWh

Energia em 10 min

83 kWh

Alcance em 10 min

Até 454 km, equivalência WLTP combinado

Autonomia | estimativas WLTP

09

GT 53 | combinado

597–668 km, bateria de 106 kWh

GT 53 | urbano

732–809 km, bateria de 106 kWh

GT 55/63 | combinado

525–585 km com 106 kWh

GT 55/63 | urbano

606–680 km com 106 kWh

GT 55/63 | combinado

620–700 km com 128 kWh

GT 55/63 | urbano

719–806 km com 128 kWh

Variação das faixas

Conforme configuração; condições reais podem alterar o alcance

Situação dos dados

Preliminares da fabricante; não são resultados do Inmetro

Consumo | valores WLTP declarados

10

GT 53 | combinado

21,1–18,8 kWh/100 km

GT 53 | urbano

17,1–15,5 kWh/100 km

GT 55/63 | combinado

23,4–20,9 kWh/100 km com 106 kWh

GT 55/63 | urbano

19,8–17,7 kWh/100 km com 106 kWh

GT 55/63 | combinado

23,8–21,2 kWh/100 km com 128 kWh

GT 55/63 | urbano

20,2–18,0 kWh/100 km com 128 kWh

CO₂ direto

0 g/km declarados; classificação europeia A. Não representa avaliação de ciclo de vida.

Padrões de recarga

CCS2, GB/T, CHAdeMO, CCS1 ou NACS, conforme o mercado

Cabine | espaço e equipamentos

11

Lugares

Cinco, com banco traseiro de três lugares

Porta-malas VDA

607 litros com bancos utilizáveis; 1.740 litros com encostos rebatidos

Frunk VDA

78 litros

Frunk líquido

111 litros; mesmo compartimento medido por outro método

Instrumentos e central

10,2 e 14 polegadas

Tela do passageiro

14 polegadas, opcional

Bancos e áudio

AMG Performance e Burmester 4D opcionais

Teto

SKY CONTROL, comutável entre transparente e opaco; iluminação AMG opcional

Interface

MB.OS/MBUX, AMG PERFORMANCE MENU, SET-UP e TRACK PACE

Lançamento | mercado e produção

12

Apresentação

17 de outubro de 2026

Encomendas GT 53

A partir de 20 de outubro de 2026

GT 55 e GT 63

Primavera europeia de 2027

Preço GT 53

A partir de € 113.050 na Alemanha, incluindo IVA de 19%

Preço GT 55/63

Não divulgado no comunicado

Brasil

Comunicado sem preço ou calendário de lançamento brasileiro

Montagem

Sindelfingen, pavilhão 32 adaptado à AMG.EA

Dados ausentes

Diâmetros dos freios, pneus completos, carga útil e reboque

Homologação

Valores preliminares; sem confirmação por organismo reconhecido ou CoC no press kit

Nota de conferência em 18/10/2026: a página inglesa também exibia 2.635 kg para o GT 53, sem identificar outra bateria. Esta ficha adota os 2.525 kg da página 14 do PDF alemão, que especifica somente 106 kWh para essa versão. Nos GT 55/63, os pares de massa correspondem a 106/128 kWh. Os valores continuam sujeitos à homologação. A recarga foi declarada nas condições da ISO/SAE 12906.

Opinião AutoHub

O salto da AMG está no conjunto, e o GT 55 revela isso melhor que o pico do GT 63

A escolha relevante é como combinar potência sustentada, bateria, chassi e equipamento para uma rotina real. Os números extremos explicam a ambição; as diferenças entre as versões explicam o produto.

Potência e gerenciamento térmico

GT 55 merece mais atenção que seu lugar na hierarquia

Compartilhar os 530 kW contínuos do GT 63 é uma informação mais reveladora que simplesmente ocupar o degrau intermediário. O GT 55 conserva os três motores de fluxo axial e a escolha de baterias, mas entrega um pico menor e parte de freios de aço. Sua atratividade dependerá do preço e do custo de acrescentar os equipamentos desejados, especialmente a suspensão ativa. A comparação pede uma configuração completa, não apenas a diferença de cavalos.

Uso e infraestrutura

A melhor bateria depende do tipo de viagem

O GT 53 pode alcançar até 668 km combinados WLTP com 106 kWh, acima do máximo de 585 km dos GT 55/63 com a mesma capacidade. A comparação ilustra que mais potência não implica melhor autonomia. Já a bateria de 128 kWh amplia o alcance e o pico de recarga dos dois modelos superiores, mas traz uma diferença de 110 kg, calculada a partir das massas DIN divulgadas para cada versão. A escolha faz sentido quando autonomia, rede disponível e uso frequente justificam o conjunto maior.

Identidade e experiência

A personalidade precisa sobreviver ao botão Silent

Som de V8 e mudanças simuladas podem tornar a experiência envolvente para parte do público, mas são escolhas de interface, não a origem do mérito mecânico. O argumento mais consistente está na vetorização de torque, no controle de carroceria, no aproveitamento da cabine e na estabilidade térmica. Um GT SUV convincente precisa continuar interessante com os efeitos desligados: é nessa condição que arquitetura, ergonomia e acerto de chassi sustentam sua identidade.

Para o AutoHub, o projeto é mais consistente quando usa sua complexidade para reduzir concessões: aproveitar os cinco lugares, manter resposta sob carga e encurtar uma parada de viagem. A contrapartida aparece na massa de mais de 2,5 toneladas e na necessidade de infraestrutura para explorar os maiores picos de recarga. O mérito do pacote térmico e do controle hidráulico é enfrentar esses desafios; comprovar seu resultado exige ensaios independentes e uso repetido. Antes disso, há uma arquitetura tecnicamente substancial para analisar, sem confundir promessa de fábrica com experiência comprovada.

Perguntas frequentes

O Mercedes-AMG GT SUV é elétrico ou híbrido?+

É totalmente elétrico, sobre a arquitetura AMG.EA. O som de V8 ou seis cilindros é uma reprodução associada à experiência de condução, não um motor a combustão instalado no veículo.

As três versões usam motores de fluxo axial?+

Não. GT 55 e GT 63 usam três motores de fluxo axial. O GT 53 tem dois motores síncronos de ímãs permanentes e transmissão traseira de duas marchas.

O GT 63 faz de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos?+

A fabricante declara 2,7 segundos a partir da imobilidade e 2,5 segundos com rollout de um pé, que exclui os primeiros 30,48 cm da cronometragem. São valores preliminares.

Qual versão oferece até 700 km de autonomia?+

GT 55 e GT 63 com bateria útil de 128 kWh têm faixa declarada de 620–700 km no ciclo WLTP combinado. O GT 53 de 106 kWh declara 597–668 km no mesmo ciclo.

Quanto tempo leva a recarga de 10% a 80%?+

A Mercedes informa 11 minutos com a bateria de 106 kWh e 12 minutos com a de 128 kWh, nas condições previstas de ensaio e potência. Em estação de 400 kW, anuncia 14 e 16 minutos, respectivamente.

O frunk tem 78 ou 111 litros?+

Os dois números descrevem o mesmo compartimento: 78 litros pelo método VDA e 111 litros por medição líquida. Eles não devem ser somados.

Quanto custa e quando começa a venda?+

O GT 53 parte de € 113.050 na Alemanha, com IVA de 19%, e tem encomendas anunciadas para 20/10/2026. GT 55 e GT 63 seguem na primavera europeia de 2027. O comunicado não informa preço ou calendário brasileiro.

Fontes Consultadas

Apuração no comunicado e no press kit publicados pela Mercedes-Benz, com leitura integral do documento de apoio. Fotografias e desenhos foram identificados no material de divulgação. O AutoHub não realizou teste independente do veículo.

Mercedes-Benz Media: lançamento internacional do AMG GT SUV

Comunicado de 17 de outubro de 2026 consultado para apresentação, versões, cronograma comercial alemão e descrição dos sistemas de propulsão, chassi, aerodinâmica e cabine. Seus valores são declarações preliminares da fabricante, não um teste independente.

https://media.mercedes-benz.com/en/article/7d4d77de-1aad-4c4c-8a89-a3e140109495

Mercedes-Benz Media: press kit alemão PI_GT_SUV_DE, 15 páginas

Documento de apoio fornecido para a pauta, confrontado com o arquivo distribuído nesta página. As páginas 12 a 14 sustentam especificações por versão; a página 15 define ressalvas de homologação, rollout, preço e ciclo. A tabela alemã identifica as potências em PS, equivalentes a cv, e registra 2.525 kg para o GT 53.

https://media.mercedes-benz.com/article/7d4d77de-1aad-4c4c-8a89-a3e140109495