Novas regras destinam até R$ 30 bi em financiamentos para taxistas e motoristas de aplicativo
Linha do Move Brasil prevê crédito para carros novos de até R$ 150 mil, cadastro pelo gov.br/movebrasil e revisão das regras para motofrete, mototáxi e motoboy.
limite previsto para financiamentos voltados a taxistas e motoristas de aplicativo.
valor máximo do veículo novo dentro das regras anunciadas para a modalidade.
período máximo informado na página do Move Brasil para a linha Táxi e Aplicativos.
cadastro indicado pela página gov.br/movebrasil, com entrada pela conta do usuário.
Taxistas e motoristas de aplicativo passaram a ter um caminho oficial para buscar financiamento de carros novos dentro do Move Brasil Táxi e Aplicativos. As novas regras preveem até R$ 30 bilhões em crédito para a categoria, com solicitação pela página gov.br/movebrasil.
A linha foi anunciada para profissionais que usam o carro como ferramenta de trabalho. O crédito é voltado à compra de veículos novos de até R$ 150 mil, com juros mais baixos, entrada zero e prazo de até 6 anos, conforme a modalidade exibida no portal do programa.
O pacote tem duas frentes distintas. A primeira trata do financiamento para taxistas e motoristas de aplicativo. A segunda atualiza a regulamentação de motofrete, mototáxi e motoboy, com mudanças nas exigências para quem trabalha com motocicleta em entregas, transporte remunerado e serviços ligados às plataformas digitais.
Para quem pretende financiar um carro, o ponto central é a porta de entrada. A solicitação deve começar no gov.br/movebrasil, na modalidade Táxi e Aplicativos. Depois do cadastro, o enquadramento e a liberação do crédito dependem da análise da proposta.
Onde solicitar
O cadastro começa em gov.br/movebrasil
A página oficial do Move Brasil reúne a modalidade Táxi e Aplicativos e direciona o interessado para entrada pela conta gov.br.
Quem pode buscar o financiamento
Para motoristas de aplicativo, a regra exige cadastro ativo há pelo menos 12 meses e, no mínimo, 100 corridas realizadas nesse período na mesma plataforma cadastrada no programa.
Para taxistas, a exigência passa por licenças e registros ativos junto aos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. A página do Move Brasil também inclui motoristas cooperativos na modalidade.
Motoristas de aplicativo
Devem ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado no mínimo 100 corridas nesse período na mesma plataforma cadastrada no programa.
Taxistas
Devem ter licenças e registros ativos junto aos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal.
Motoristas cooperativos
Também aparecem na modalidade Táxi e Aplicativos, desde que enquadrados nas regras informadas pelo programa.
Veículos
O financiamento vale para carros novos de até R$ 150 mil, com motorização flex, híbrida, elétrica ou exclusivamente a etanol.
A existência da linha de crédito não elimina a checagem individual. O motorista precisa se enquadrar no público atendido, escolher um carro dentro das regras e aguardar as condições finais aplicáveis ao seu perfil.
Quais carros entram na modalidade
O financiamento foi anunciado para carros novos de até R$ 150 mil. O comunicado oficial cita veículos flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol, de montadoras habilitadas no Programa Mover.
Esse recorte impede tratar a linha como crédito aberto para qualquer veículo. O foco é a renovação de frota usada no trabalho, com modelos novos e enquadrados nas regras de sustentabilidade previstas para a modalidade.
Preço máximo
R$ 150 mil
O teto anunciado limita a modalidade a modelos novos dentro dessa faixa de preço.
Tipo de veículo
Novo
A linha foi anunciada para compra de carros novos, não para veículos usados.
Motorização
Flex, híbrido ou elétrico
O comunicado cita carros flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol.
Indústria
Programa Mover
Os veículos devem ser de montadoras habilitadas no Programa Mover, de acordo com a regra divulgada.
Para quem roda diariamente, o impacto deve ser calculado com cuidado. Um carro novo pode reduzir paradas de manutenção e melhorar conforto, mas também inclui parcela, seguro, documentação, pneus, revisões e custo de operação.
Como iniciar o pedido
O primeiro passo é acessar a página do Move Brasil e escolher a modalidade Táxi e Aplicativos. A partir dali, o usuário entra com a conta gov.br para iniciar o cadastro.
O motorista de aplicativo deve conferir se a plataforma usada está cadastrada no programa e se o histórico de corridas cumpre a exigência mínima. O taxista deve verificar se licença, registros e situação fiscal estão regulares.
Passo a passo
Antes de solicitar o crédito
A análise começa pelo enquadramento do profissional e pelas regras do veículo escolhido. O pedido deve ser feito no canal oficial.
Acessar o Move Brasil
O interessado deve entrar em gov.br/movebrasil e localizar a modalidade Táxi e Aplicativos.
Entrar com a conta gov.br
O cadastro começa pelo acesso ao GOV.BR. Essa etapa identifica o usuário e abre a solicitação.
Conferir o enquadramento
Motoristas de aplicativo precisam comprovar atividade mínima. Taxistas devem manter licença, registro e situação fiscal regular.
Escolher um carro dentro das regras
O veículo deve ser novo, custar até R$ 150 mil e atender ao recorte de sustentabilidade previsto para a modalidade.
Aguardar análise
O cadastro não garante liberação automática. A proposta ainda depende das regras operacionais e da análise do financiamento. A validação do cadastro pode levar até 5 dias úteis, e a solicitação do financiamento junto às instituições financeiras começa a partir de 19 de junho.
A simulação deve considerar a renda real obtida com corridas, a quilometragem mensal, a previsibilidade de trabalho e os custos fixos do veículo. O valor aprovado, as taxas e as condições finais dependem da análise da proposta.
O que muda para entregadores e motociclistas profissionais
A atualização regulatória anunciada para motofrete, mototáxi e motoboy trata de outra parte do pacote. A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro e a Lei nº 12.009/2009, que regulamenta o serviço.
Entre as mudanças informadas estão o fim da idade mínima de 21 anos e da obrigatoriedade de curso especializado. Também deixam de ser exigidas a placa vermelha, a autorização específica dos Detrans e a inspeção semestral para motocicletas usadas em entregas.
Motofrete
A atualização alcança motociclistas que fazem transporte remunerado de pequenas cargas e entregas.
Mototáxi
A proposta também passa pelas regras aplicadas ao transporte remunerado de passageiros em motocicleta.
Motoboy
A mudança busca adaptar a legislação ao avanço das plataformas digitais, das entregas rápidas e do comércio eletrônico.
Curso especializado
A obrigatoriedade do curso especializado deixa de ser exigida dentro da atualização anunciada.
Placa e autorização
Também deixam de ser exigidas a placa vermelha e a autorização específica dos Detrans.
Segurança
Continuam obrigatórios o colete refletivo e os demais itens de segurança definidos pelo Contran.
A simplificação não libera a atividade sem regras. O uso de colete refletivo continua obrigatório, assim como os demais itens de segurança definidos pelo Contran. A fiscalização de trânsito e a responsabilização por infrações também permanecem.
Por que a regra das motos foi revista
O comunicado associa a mudança ao crescimento das plataformas digitais e do comércio eletrônico. O número de trabalhadores que usam motocicletas para atividade econômica aumentou, mas a adesão às exigências antigas permaneceu baixa.
Segundo os dados citados na divulgação, o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de trabalhadores que utilizam motocicletas para atividade econômica, mas apenas 283 mil têm o curso exigido nas regras anteriores.
Trabalhadores
1,1 mi
pessoas utilizam motocicletas em atividade econômica no país, segundo os dados citados no comunicado.
Curso exigido
283 mil
trabalhadores têm o curso exigido nas regras anteriores, de acordo com o levantamento informado.
Frota
37 mi
motos existem no país, conforme o retrato apresentado na divulgação oficial.
Categoria aluguel
160 mil
motos têm registro nessa categoria, número usado para mostrar a baixa adesão às exigências antigas.
Outro dado usado para dimensionar o problema é a frota. De mais de 37 milhões de motos no país, apenas 160 mil têm registro na categoria aluguel. A baixa formalização ajuda a explicar a revisão das exigências.
O que conferir antes de entrar no cadastro
Antes de iniciar a solicitação, o motorista deve separar documentos profissionais, confirmar a regularidade do cadastro e verificar se o veículo pretendido está dentro do limite de preço e do tipo aceito pela modalidade.
Para quem trabalha por aplicativo, o ponto mais sensível é o histórico mínimo de corridas na mesma plataforma. Para o taxista, o filtro começa pela documentação da atividade e pela regularidade junto aos órgãos competentes.
Atenção antes de solicitar
Pontos essenciais sobre o pacote
O crédito atende taxistas e motoristas de aplicativo na compra de carros novos. A atualização das regras de motofrete, mototáxi e motoboy trata da regulamentação da atividade com motocicletas.
Linha pode influenciar a renovação da frota de trabalho
Para taxistas e motoristas de aplicativo, a troca do carro costuma ser uma das decisões mais caras da atividade. O veículo concentra o principal investimento do profissional e também define conforto, consumo, manutenção e disponibilidade para rodar.
A linha do Move Brasil tenta atacar esse ponto ao direcionar crédito para carros novos e sustentáveis dentro de um teto de preço. A decisão, porém, continua exigindo conta realista: parcela, seguro, revisões, pneus, combustível ou recarga, tributos e variação de renda precisam entrar no cálculo.
O efeito no mercado automotivo dependerá da adesão dos profissionais, da aprovação das propostas e da oferta de modelos elegíveis pelas montadoras. Para o consumidor profissional, o primeiro passo é verificar o enquadramento e iniciar o cadastro pelo canal oficial.
Base de informação
Dados usados nesta matéria
Matéria publicada em 20 de maio de 2026. Imagens: Andre Borges / Agência Brasília e Isabela Novelli / Wikimedia Commons.