Peugeot RCZ Vision e E-T16: conceitos elétricos de 500 e 816 cv
Divulgados no Brasil em 13 de outubro, os conceitos apresentados em Paris aproximam o legado esportivo da Peugeot de baterias avançadas, direção eletrônica e um novo cockpit.

A Peugeot divulgou no Brasil, em 13 de outubro de 2026, os conceitos RCZ Vision e E-T16 apresentados na programação do Salão de Paris. O primeiro propõe um cupê elétrico de quatro lugares, com 500 cv e uma bateria de estado sólido. O segundo concentra 816 cv em um hatch desenvolvido com a Peugeot Sport, inspirado no 205 T16 dos títulos mundiais de rali de 1985 e 1986.
Os dois projetos permitem observar para onde a marca pretende levar sua linguagem de design, a direção eletrônica e a experiência a bordo. Potência, alcance e tempos de aceleração são dados anunciados pela fabricante para os conceitos. A Peugeot não apresentou preço, calendário de vendas ou lançamento brasileiro desses dois carros.
Um cupê de viagem e um hatch com alma de rali
A diferença entre eles dá sentido à apresentação conjunta. O RCZ trabalha proporções, conforto e eficiência para a proposta de um grand tourer. O E-T16 concentra a atenção na distribuição de torque, no apoio ao piloto e na resposta em condução esportiva. As imagens de divulgação e os desenhos de desenvolvimento ajudam a entender essas escolhas, sem substituir uma avaliação independente ao volante.
Dois conceitos, duas expressões do design Peugeot
O RCZ Vision valoriza a silhueta de um grand tourer. O E-T16 adota volumes de hatch e referências ao rali. As vistas lado a lado mostram essas propostas.


RCZ Vision: a dupla bolha ganha uma nova interpretação
O vínculo com o RCZ original está no teto de dupla bolha e nos arcos que contornam a cabine. No Vision, esses elementos ficam mais finos e são integrados a uma área envidraçada que atravessa a carroceria. A Peugeot afirma que a releitura busca preservar a silhueta baixa enquanto amplia o espaço disponível para os ocupantes.
A linguagem chamada Feline Future organiza o projeto em cinco princípios: liberdade, coragem, elegância, força interior e instinto. Na carroceria, isso aparece em superfícies contínuas, uma dianteira pouco fragmentada e uma assinatura luminosa que redistribui as três garras da marca por linhas horizontais.
Os faróis Thin Lens LED, o emblema iluminado e as áreas microperfuradas dividem espaço com entradas e recortes integrados ao desenho. Na traseira, as linhas luminosas reúnem funções de iluminação. O spoiler ativo fica recolhido com o carro parado e se abre durante a condução, segundo a descrição da Peugeot.
A combinação de rodas forjadas de 21 polegadas na frente e 22 atrás reforça a leitura de um cupê de grandes proporções visuais. Os arcos recebem pintura com alumínio reciclado. Esses recursos fazem parte da apresentação do conceito, enquanto medidas externas, massa e coeficiente aerodinâmico ainda não foram publicados no material consultado.
Dupla bolha, iluminação e rodas do RCZ Vision
Das vistas gerais aos detalhes, o álbum aproxima teto, arcos da cabine, faróis e spoiler ativo, preservando os enquadramentos de divulgação.

















Estado sólido, 1.000 V e a promessa de recarga em dez minutos
A base do RCZ Vision é uma arquitetura derivada da plataforma modular STLA One, preparada para novas soluções eletrônicas e diferentes escolhas de bateria. O conceito adota células de estado sólido desenvolvidas com a Factorial Energy e um conjunto de apenas 110 mm de espessura, dimensão importante para acomodar passageiros em uma carroceria baixa.
A Peugeot anuncia 500 cv, até 600 km de autonomia e consumo de 11,5 kWh/100 km. A documentação brasileira não identifica o ciclo usado nos números de alcance e consumo do RCZ, nem informa a capacidade da bateria em kWh. Por isso, esses valores ficam apresentados como metas do conceito, sem comparação direta com um resultado do Inmetro.
A arquitetura de 1.000 V acompanha a promessa de recarga de 10% a 80% em dez minutos. Tensão elétrica e potência de carregamento são grandezas diferentes. A marca não detalhou potência máxima em kW, curva de recarga, temperatura ou condições do carregador usadas para esse tempo.
A espessura do conjunto de energia conecta engenharia e design: reduzir a ocupação vertical da bateria abre espaço para o habitáculo e ajuda a manter o perfil do cupê. A avaliação de sua aplicação em série dependerá também de durabilidade, controle térmico, fabricação e custo. Esses resultados ainda não acompanham a apresentação do Vision.
As proporções do grand tourer elétrico
Perfis e vistas elevadas ajudam a observar a relação entre carroceria baixa e cabine. As imagens não mostram a estrutura interna da bateria.






X-by-Wire: direção e frenagem passam por comandos eletrônicos
No RCZ Vision, Steer-by-Wire transmite eletronicamente o comando de direção, com uma relação que varia conforme a velocidade. A Peugeot descreve manobras mais rápidas em baixa velocidade e respostas mais graduais quando o carro acelera. O comportamento pretendido depende da calibração do sistema, que define a correspondência entre o movimento das mãos e o ângulo das rodas.
O Brake-by-Wire integra a ordem de frenagem aos controles eletrônicos do veículo. A proposta inclui dosagem precisa e integração da recuperação de energia. Em um elétrico, essa coordenação é relevante para combinar desaceleração regenerativa com a atuação dos freios, preservando uma resposta previsível para o motorista.
A fabricante também usa a expressão “Nível 2++” para funções hands-free sob demanda em trajetos urbanos e rodoviários. A escala de automação explicada pela NHTSA vai de 0 a 5. No nível 2, o sistema pode atuar continuamente na direção e na aceleração ou frenagem, mas o condutor continua responsável pela supervisão.
Essa distinção é decisiva para interpretar a apresentação: retirar as mãos em condições previstas não equivale a dispensar atenção à via. A Peugeot não publicou aqui um domínio operacional detalhado para essas funções. Para outra aplicação de direção eletrônica, consulte a análise do AutoHub sobre Steer-by-Wire.
Hypersquare e interação no posto de condução
Volante, telas e posições das mãos aparecem na apresentação visual da interface. Os enquadramentos documentam a proposta, não uma avaliação de ergonomia em estrada.






Hypersquare, telas transparentes e quatro lugares no RCZ
O novo i-Cockpit conserva a ideia de colocar informações essenciais acima do comando de direção. O Hypersquare tem formato retangular e quatro áreas circulares para controles ao alcance dos dedos. No RCZ, ele trabalha com uma tela transparente de Micro LED no campo de visão do motorista e uma segunda tela, vertical, dedicada a navegação e ajustes.
A solução mais interessante é a possibilidade de desligar a tela central. Por ser transparente, ela reduz sua presença visual quando não está em uso. A proposta permite escolher a quantidade de informação exibida, em vez de manter todos os recursos permanentemente destacados no painel.
Os bancos dianteiros têm desenho assimétrico, apoio lateral e encostos vazados. A cabine é projetada para quatro ocupantes, incluindo dois adultos na traseira, conforme a Peugeot. Os encostos posteriores rebatíveis ampliam as possibilidades de acomodação de bagagem, embora não exista volume de porta-malas divulgado.
Alcantara, couro reciclado e alumínio usinado compõem o acabamento claro. O relógio Parade, criado com a relojoaria francesa Serica, fica integrado ao suporte da tela central e também ganha representação digital. O detalhe liga um objeto físico de leitura direta à arquitetura eletrônica do painel.
Para quem acompanha o avanço das telas nos automóveis, o RCZ apresenta uma discussão útil: a qualidade da interface também depende de conseguir reduzir solicitações visuais. Legibilidade, facilidade de operação e adaptação do motorista continuam questões que precisam ser avaliadas em um veículo funcional.
Quatro lugares e uma cabine organizada em torno do motorista
Bancos, telas e detalhes de acabamento permitem acompanhar o interior do RCZ. A imagem vertical do assento mantém seu enquadramento completo no mosaico.









Os desenhos revelam como o cockpit e a carroceria foram pensados
O álbum de desenvolvimento mostra estudos de volumes externos e diferentes leituras do interior. Nos desenhos da cabine, a posição elevada da instrumentação, o comando de direção compacto e a tela central deslocada aparecem como partes de uma mesma composição.
As fotografias do estúdio de design conectam esses estudos ao trabalho sobre a forma do carro. Os croquis são registros de desenvolvimento, com linguagem e perspectivas próprias, e não devem ser usados para deduzir dimensões ou equipamentos adicionais que a Peugeot não descreveu.
Esse material acrescenta uma leitura que a imagem final sozinha não oferece: o projeto procura conciliar a silhueta de um cupê baixo com uma cabine organizada em torno do motorista. Os estudos também permitem observar alternativas de acabamento e integração dos comandos antes da composição apresentada ao público.
Do desenho digital ao trabalho no estúdio
Croquis de painel e console aparecem junto às fotografias da equipe de design. As imagens preservam o registro do desenvolvimento sem atribuir aos estudos especificações adicionais.








E-T16: três motores, 816 cv e controle de torque por roda
O nome recupera a memória do 205 T16 campeão mundial de rali em 1985 e 1986. O conceito atual, porém, utiliza propulsão integralmente elétrica. Desenvolvido com a Peugeot Sport, recebe um motor dianteiro e dois traseiros, com potência combinada anunciada de 816 cv.
A dupla de motores na traseira permite modular a entrega de torque entre as duas rodas, enquanto o sistema também administra a distribuição entre os eixos. A Peugeot descreve essa atuação de torque vectoring como recurso para adaptar o comportamento do carro às condições de aderência.
A marca informa 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e 0 a 300 km/h em 16 segundos. O segundo dado é um intervalo de aceleração, não uma declaração de velocidade máxima. A relação peso-potência anunciada é inferior a 2 kg/cv, mas o material não apresenta uma massa exata para o conceito.
Os números expressam a ambição de desempenho do E-T16 e permanecem atribuídos à fabricante. O AutoHub não realizou medição independente com o veículo. A contribuição técnica do projeto está também em como os três motores podem coordenar a entrega de potência, tema mais amplo do que uma aceleração em linha reta.
A carroceria do E-T16 em vistas complementares
Frente, perfil e traseira relacionam a cabine compacta aos para-lamas e elementos aerodinâmicos. As cenas de movimento são representações do álbum de divulgação.











Bateria de 85 kWh e 800 V formam um pacote próprio
O E-T16 utiliza uma bateria de 85 kWh e arquitetura de 800 V. A Peugeot anuncia alcance de até 400 km no ciclo combinado WLTP e recarga de 10% a 80% em menos de quinze minutos.
Esse conjunto pertence ao hatch. A descrição da bateria de estado sólido de 110 mm e da arquitetura de 1.000 V é específica do RCZ Vision. Compartilhar a apresentação, o comando Hypersquare e a linguagem de design não torna as baterias ou as metas de eficiência intercambiáveis.
A documentação não discrimina capacidade bruta ou útil dos 85 kWh, potência máxima de carregamento ou consumo energético do E-T16. O alcance WLTP anunciado para o conceito também não equivale a uma homologação brasileira ou a uma medição em uso real.
Para o leitor que está conhecendo essas tecnologias, ambos são projetos BEV, movidos por bateria. O guia do AutoHub sobre elétricos e diferentes tipos de híbridos explica como essa arquitetura se diferencia de sistemas com motor a combustão.
Para a pista, o comunicado internacional descreve resfriamento lateral das células, buscando conter a redução de potência por aquecimento. A Peugeot afirma que o conceito pode completar três voltas na Nordschleife de Nürburgring, mais de 60 km, em modo Performance sem limitação de potência. Essa é uma declaração da fabricante, sem tempos de volta ou protocolo detalhado publicado.
O acesso à recarga do hatch elétrico
O detalhe identifica o ponto de conexão na carroceria. Capacidade, tensão e tempo de carregamento são os dados anunciados pela Peugeot para este conceito.

Freios de 380 mm e pneus largos acompanham a proposta esportiva
Quatro discos de freio de 380 mm aparecem no conjunto anunciado para o E-T16. Os pneus Michelin têm 275 mm de largura na dianteira e 315 mm na traseira. O freio de mão hidráulico vertical faz uma referência direta ao universo do rali.
As larguras dos pneus e a atuação dos três motores precisam ser lidas como partes de um mesmo projeto. A capacidade de entregar potência depende de aderência, controle e condições de operação. O comunicado não fornece medidas completas dos pneus, especificação de suspensão ou resultados de frenagem.
Existem três modos de condução predefinidos, incluindo Track, além de um quarto modo personalizável. Segundo a Peugeot, eles alteram a entrega de potência, a distribuição de torque e parâmetros da suspensão.
Os detalhes de carroceria enfatizam a identidade do conceito: rodas com desenho próprio, luzes amarelas na dianteira, linhas vermelhas, assinatura traseira horizontal e elementos aerodinâmicos destacados. São escolhas que diferenciam o E-T16 da expressão mais contínua e discreta do RCZ.
A seção traseira da carroceria se abre inteira para expor os dois motores posteriores e componentes de suspensão, outra referência funcional ao 205 T16 descrita pela Peugeot.
Luzes, rodas e elementos aerodinâmicos em detalhe
A sequência aproxima o desenho exterior do E-T16, incluindo assinatura luminosa, identificação do modelo, rodas, spoiler e acabamentos vermelhos.









O Hypersquare do E-T16 incorpora informações de pista
No hatch, o comando de direção inspirado no Peugeot 9X8 recebe uma tela configurável para informações como velocidade e tempo de volta. Seus controles próximos aos dedos e a calibração específica do Steer-by-Wire buscam favorecer operação rápida na proposta de alto desempenho.
Uma tela panorâmica HD de 21 polegadas completa o i-Cockpit, posicionada no campo de visão do motorista. A distribuição dos comandos e a presença do freio de mão vertical reforçam a organização do espaço em torno da condução.
Fibra de carbono, alumínio e tecidos técnicos aparecem na cabine. Os bancos tipo concha e os detalhes vermelhos nos assentos, no teto e na estrutura de proteção formam uma identidade mais esportiva que a do cupê.
Nos estudos de interior, painel, bancos e console aparecem como partes de uma mesma arquitetura, com comandos próximos às mãos e informações no campo de visão. As ilustrações documentam decisões de estilo, enquanto a descrição técnica da Peugeot identifica os materiais e equipamentos anunciados.
No E-T16, a tela do volante ocupa o espaço normalmente reservado ao airbag. A Peugeot associa essa configuração aos arneses de quatro pontos do conceito. A descrição desse demonstrador não deve ser transferida para um automóvel de produção.
Bancos, console e informações de condução
Os croquis verticais mostram estudos de bancos e console, enquanto as vistas finais permitem observar a organização do Hypersquare, das telas e dos comandos.













Dos primeiros traços ao desenho final do hyperhatch
A Peugeot chama o E-T16 de hyperhatch, expressão usada para definir sua proposta de hatch de desempenho extremo. O 205 T16 fornece a referência histórica e o 208 T16 Pikes Peak aparece como inspiração de competição no comunicado.
Nos croquis, a cabine compacta, os volumes dos para-lamas e a presença das rodas já organizam a identidade do projeto. As versões coloridas desenvolvem iluminação, recortes e contraste entre cinza, preto, amarelo e vermelho.
O material de desenho permite acompanhar essas decisões sem confundir um estudo de estilo com um novo carro anunciado. A leitura ganha valor justamente ao conectar o que se vê nas imagens às escolhas descritas para o conceito.
A construção visual do hyperhatch
Desenhos de traço livre e ilustrações coloridas permitem acompanhar a proposta de volumes, iluminação e proporções desenvolvida pela Peugeot Design.






O próximo E-208 é a ligação com os carros de produção
A Peugeot relaciona a assinatura luminosa e a evolução do i-Cockpit com Hypersquare à próxima geração do E-208. O comunicado francês do RCZ também descreve seu comando como a versão de série destinada ao futuro hatch.
Essa ligação é específica de design e experiência a bordo. Os documentos não anunciam um E-208 de produção com os 816 cv do E-T16 ou com a bateria de estado sólido do RCZ. Aplicações comerciais, versões e mercados precisam de anúncios próprios.
Para o Brasil, a publicação dos conceitos demonstra a divulgação da estratégia global da marca. Preço, produção e vendas locais do RCZ Vision e do E-T16 não foram anunciados no material consultado até esta edição. Para outra pauta de esportivo elétrico da Peugeot, veja nossa matéria sobre o E-208 GTi.
RCZ Vision e E-T16 Concept
Quadro factual
Especificações e metas divulgadas pela Peugeot para os dois conceitos. Cada arquitetura permanece identificada, com ciclos de autonomia e condições de recarga conforme a documentação disponível.
RCZ Vision · Energia e arquitetura
- Projeto
- Conceito elétrico de cupê grand touring
- Base técnica
- Arquitetura derivada da STLA One
- Potência
- 500 cv, declarados pela Peugeot
- Bateria
- Estado sólido, desenvolvida com a Factorial Energy
- Espessura da bateria
- 110 mm
- Arquitetura elétrica
- 1.000 V
- Autonomia anunciada
- Até 600 km, sem ciclo identificado no comunicado brasileiro
- Consumo anunciado
- 11,5 kWh/100 km, sem ciclo identificado
- Recarga anunciada
- 10% a 80% em 10 minutos
RCZ Vision · Carroceria e cabine
- Lotação
- Quatro ocupantes, com proposta de dois adultos atrás
- Direção
- Steer-by-Wire com relação variável
- Frenagem
- Brake-by-Wire e integração da regeneração
- Rodas
- Alumínio forjado, 21 pol. na frente e 22 pol. atrás
- Aerodinâmica
- Spoiler traseiro ativo, recolhido com o carro parado
- Comando de direção
- Hypersquare com controles próximos aos dedos
- Telas
- Micro LED transparentes, com tela central vertical desligável
- Acabamento
- Alcantara, couro reciclado e alumínio usinado
- Relógio
- Parade, desenvolvido com a Serica
- Assistência anunciada
- “Nível 2++” e funções hands-free sob demanda
E-T16 Concept · Propulsão e desempenho
- Projeto
- Conceito elétrico desenvolvido com a Peugeot Sport
- Motores
- Três: um dianteiro e dois traseiros
- Potência combinada
- 816 cv, declarados pela Peugeot
- Tração
- Distribuição entre eixos e torque vectoring traseiro
- Relação peso-potência
- Inferior a 2 kg/cv, sem massa exata divulgada
- 0 a 100 km/h
- 2,5 segundos, anunciados pela fabricante
- 0 a 300 km/h
- 16 segundos, anunciados pela fabricante
- Bateria
- 85 kWh, sem discriminação de capacidade bruta ou útil
- Arquitetura elétrica
- 800 V
- Autonomia anunciada
- Até 400 km no ciclo combinado WLTP
- Recarga anunciada
- 10% a 80% em menos de 15 minutos
- Gestão térmica
- Resfriamento lateral das células
E-T16 Concept · Chassi e posto de condução
- Freios
- Quatro discos de 380 mm
- Pneus
- Michelin, 275 mm de largura na frente e 315 mm atrás
- Freio de mão
- Hidráulico vertical
- Modos de condução
- Três predefinidos, incluindo Track, e um personalizável
- Direção
- Steer-by-Wire com calibração específica
- Volante
- Hypersquare com tela configurável
- Instrumentação
- Tela panorâmica HD de 21 polegadas
- Bancos
- Tipo concha
- Materiais internos
- Fibra de carbono, alumínio e tecidos técnicos
- Referência histórica
- 205 T16 campeão mundial de rali em 1985 e 1986
- Acesso traseiro
- Seção da carroceria abre sobre motores e suspensão
- Retenção no conceito
- Arneses de quatro pontos
Observações sobre os dados anunciados
Especificações ainda sem divulgação
Sem divulgação nos documentos consultados: preços, calendário de produção ou vendas brasileiras, dimensões externas, massa exata, torque, velocidade máxima, capacidade em kWh do RCZ e potência de recarga em kW. Os 300 km/h do E-T16 são o ponto final de um intervalo de aceleração, não sua velocidade máxima.
Assistência de condução e supervisão
“Nível 2++” é a denominação usada pela Peugeot. Na escala de automação de 0 a 5 explicada pela NHTSA, o nível 2 mantém o motorista responsável pela supervisão.
Opinião AutoHub
O futuro da Peugeot precisa preservar o tato
RCZ e T16 são referências fortes porque evocam proporções, gestos e uma maneira de conduzir. A promessa eletrônica ganha valor quando consegue sustentar essa identidade no uso real.
A escolha das duas referências históricas é convincente. O RCZ oferece à Peugeot uma assinatura de cupê que se reconhece pelo teto e pelos arcos, enquanto o T16 liga o hatch ao rali por volumes, comandos e postura. A marca consegue projetar uma direção visual própria sem depender apenas de aumentar telas ou repetir uma carroceria já conhecida.
RCZ Vision
Proporção e clareza
O cupê conecta embalagem da bateria, espaço e uma interface que pode reduzir sua presença visual.
E-T16 Concept
Potência com controle
A arquitetura de três motores torna a distribuição de torque parte central da proposta esportiva.
Carros de série
Calibração e confiança
A interface precisa continuar previsível quando a tecnologia sair da exposição e entrar na rotina.
Do salão aos próximos Peugeot de série
O RCZ é a proposta mais coerente para discutir experiência a bordo. Uma bateria fina, quatro lugares e a possibilidade de reduzir a presença da tela central têm uma relação clara com o objetivo de um grand tourer. O E-T16 mostra outro potencial: usar motores independentes para administrar torque e dar ao piloto uma interface concentrada na condução.
A parte que merece maior atenção é o Steer-by-Wire. Relação variável e filtragem de vibrações podem trazer conforto e facilidade de manobra, mas a calibração precisa preservar previsibilidade e informação útil nas mãos. O formato do Hypersquare será tão convincente quanto sua ergonomia e a resposta do sistema, aspectos que a apresentação de um conceito ainda não permite julgar em diferentes situações.
Para os próximos Peugeot de produção, o avanço mais relevante pode ser a organização do cockpit. Tornar funções claras, manter dados essenciais legíveis e permitir que elementos secundários saiam do campo de visão responde a uma necessidade concreta do motorista. Bateria de estado sólido e recarga rápida acrescentam ambição técnica, mas dependerão de custos, durabilidade e implantação comercial para alterar a rotina de quem compra um carro.
Nosso veredito é favorável à direção de design e ao esforço de aproximar a eletrônica da experiência de condução. A prova decisiva virá quando essas escolhas chegarem a um veículo de série, com resposta consistente, operação simples e especificações verificáveis. Os conceitos apresentam um caminho interessante. Sua qualidade comercial será determinada pela execução.
Perguntas frequentes
O Peugeot RCZ Vision e o E-T16 já são carros de produção?+
São conceitos apresentados no Salão de Paris de 2026. A Peugeot não anunciou preço nem calendário de comercialização desses dois modelos no material consultado.
Qual é a diferença principal entre os dois conceitos?+
O RCZ Vision é um cupê elétrico de quatro lugares e 500 cv, com bateria de estado sólido e arquitetura de 1.000 V. O E-T16 é um hatch de 816 cv, três motores, bateria de 85 kWh e arquitetura de 800 V.
A autonomia de 600 km do RCZ é WLTP?+
O comunicado brasileiro não identifica o ciclo dos até 600 km anunciados para o RCZ Vision. Já os até 400 km do E-T16 são apresentados como resultado no ciclo combinado WLTP.
Quanto tempo demora a recarga dos conceitos?+
A Peugeot anuncia 10% a 80% em dez minutos para o RCZ e em menos de quinze minutos para o E-T16. Potência em kW, curva de recarga e condições detalhadas não foram divulgadas nesse material.
O que é o Hypersquare da Peugeot?+
É o comando de direção retangular com controles em quatro áreas circulares, associado ao Steer-by-Wire. No E-T16, ele também incorpora uma tela configurável para dados como velocidade e tempo de volta.
Nível 2++ significa que o RCZ dirige sozinho?+
A expressão é usada pela Peugeot para seu pacote de assistência. Na classificação de nível 2 explicada pela NHTSA, o motorista continua responsável pela supervisão mesmo quando direção e aceleração ou frenagem são controladas pelo sistema.
O E-T16 tem velocidade máxima de 300 km/h?+
A Peugeot informa aceleração de 0 a 300 km/h em dezesseis segundos. Isso não define a velocidade máxima, que não foi divulgada no material consultado.
Os conceitos serão vendidos no Brasil?+
Até esta edição, não existe anúncio de vendas brasileiras desses dois conceitos nos documentos consultados. A publicação do comunicado no Brasil divulga os projetos, sem confirmar comercialização local.
O próximo E-208 terá os 816 cv do E-T16?+
A Peugeot relaciona os conceitos à evolução do design e do i-Cockpit do futuro E-208. Não anunciou a transferência dos 816 cv ou de todo o conjunto técnico do E-T16 para o hatch de produção.
Fontes Consultadas
Peugeot Brasil: apresentação do RCZ Vision e do E-T16 Concept, de 13 de outubro de 2026
Documenta as potências, baterias, arquiteturas elétricas, autonomias e tempos de recarga anunciados, além da linguagem de design, equipamentos de cabine e referências históricas dos conceitos.
https://www.media.stellantis.com/br-pt/peugeot/press/peugeot-rcz-vision-e-e-t16-concept-antecipam-o-futuro-do-design-e-tecnologia-da-peugeotPeugeot França: RCZ Vision, L'émotion au cœur du futur de Peugeot
Detalha a proposta de grand tourer, bateria de estado sólido, Hypersquare, evolução do i-Cockpit e relação da interface com a próxima geração do E-208.
https://www.media.stellantis.com/fr-fr/peugeot/press/peugeot-rcz-vision-l-emotion-au-coeur-du-futur-de-peugeotPeugeot: E-T16 Concept, An icon reinvented
Complementa a apresentação com resfriamento lateral das células, carroceria traseira móvel e arneses do demonstrador.
https://www.media.stellantis.com/es-es/peugeot/press/peugeot-e-t16-concept-an-icon-reinventedNHTSA: Automated Vehicle Safety
Explica os níveis de automação de 0 a 5 e a responsabilidade do condutor no nível 2, permitindo contextualizar a expressão comercial “Nível 2++” usada pela Peugeot.
https://www.nhtsa.gov/vehicle-safety/automated-vehicle-safety
